domingo, 11 de dezembro de 2011

Vamos Ajudar Nossos Amigos de Patas...

tuuu.... tuuu... (som de chamada telefônica...)

- Oi Cidinha!
- Oi Cláudio, tudo bem ?
- Tudo ok!
- Você leu meu email? Vai vir aqui no domingo?
- Vou sim Cidinha!
- Tudo bem! Te aguardo aqui as 9 horas pois meu dia começa cedo. As 6:30 já começo a cuidar dos meus "filhos"...

A Cidinha e o Ronaldo fazem um trabalho muito bonito, que eu acompanho de perto a muitos anos. Eles, junto com uma rede de colaboradores, cuidam de 63 cães em um sítio no Conjunto Santo Ângelo e, também, 40 cães e 23 gatos na sua própria casa. Tudo muito limpo e organizado... a custa de muito trabalho e dedicação.

- Entra Cláudio, fica a vontade!
- Conte uma estória interessante sobre esses gatos Cidinha... me fale sobre essa gato aqui, que não enxerga.

- O nome dele é Sol. Em fevereiro de 2003, eu e o Ronaldo fomos passear em Porto Seguro. Ficamos hospedados em um hotel. Logo reparamos que um filhote de gato perambulava por ali, principalmente em volta da piscina. Fiquei curiosa e peguei o gato no colo mas logo notei que havia algo errado. Havia uma secreção... um pus nos dois olhos do gato. Comprei um medicamento prá limpeza e tentei remover a secreção com algodão e tive uma surpresa: não haviam olhos... as órbitas oculares estavam vazias. Conversei com o dono do hotel e ele me disse que já sabia sobre esse gato. Ele teve dó de "sumir" com esse gato pois ele era cego. Ele disse, também, que o gato já havia caído duas vezes na piscina e que se isso acontecesse a noite, provavelmente ele se afogaria pois não haveria ninguém para o resgatar. Eu decidi o levar prá São Paulo mas, para que eu o pudesse levar no avião, haveria de ser vacinado. A veterinária local concordou em vaciná-lo mas ela disse que ele só poderia ser levado daqui a 30 dias, que era o prazo prá verificar se alguma doença iria se manifestar. Mas eu já estava de malas prontas prá voltar e não podia esperar mais 30 dias! A médica foi irredutível... disse que tinha que seguir o protocolo, mesmo sabendo que fazendo isso estaria assinando a sentença de morte do gato. Então eu tirei o gatinho da caixa e mostrei para a veterinária. A visão do gato amoleceu o coração da doutora que, além de vacinar o gato, fez um atestado de vacinação retroativo a 30 dias, para que ele pudesse embarcar junto comigo e com o Ronaldo no avião. Ele recebe muito carinho e auxílio dos outros gatos e hoje está em tratamento renal, pois possui um rim atrofiado.
- E aquele gato que está naquela prancha tomando sol Cidinha?
- Ah, aquele é o Pimpolho... em uma noite de 1994, eu estava passando com meu carro ao lado da Praça das Bandeiras, bem no centro de Mogi. Tive a impressão de ouvir um miado, parei o carro e fui na direção do som. Encontrei esse gato, ainda filhote, muito magro e fraco. Ele se movimentava com dificuldade, então o levei no veterinário para ver o que acontecia. Ele descobriu que o "Pimpo" estava com a pata dianteira quebrada e que a pele da coxa dele estava toda perfurada, como se alguém tivesse espetado o gato diversas vezes. Isso fez com que ficasse ar preso em baixo da pele criando assim uma grande infecção. Foi muito engraçado o tratamento desse gato pois ele ficou todo enfaixado parecendo uma múmia...- E essa cachorrinha simpática aqui Cidinha... qual é a estória dela?
- Essa é a Boneca. Um dia eu estava passando ao lado de um grande terreno vazio, quando reparei que um homem acabara de chutar essa cachorra. Sem perda de tempo eu fui na direção do homem, exigir uma explicação pela sua brutalidade mas fiquei sem palavras quando reparei que ela estava dando a luz a vários filhotes. Chamei a atenção do homem e o ameacei denunciar se ele ousasse tocar na cachorrinha novamente. Ali no terreno mesmo, junto a outras pessoas que estavam próximas, nós improvisamos uma casinha com caixa de papelão para que ela pudesse dar a luz aos filhotes com o mínimo de proteção contra o frio da noite. Foram 8 filhotes dos quais 3 já foram doados. Todos nasceram com muitos vermes mas nós os tratamos. Na época não havia mais espaço prá nenhum animal aqui em casa. Então eu improvisei uma "casinha" na parte de baixo da churrasqueira com uma adaptação que foi feita pelo pedreiro.
- E esse gato brincando com esse coelho Cidinha???
- Ah, essa é a Botinha e o Branquinho...
- Botinha?
- É por causa das patas dela... repare que são quatro patas da mesma cor, como se fossem quatro botas brancas...
- É mesmo!
- A Botinha foi o Ronaldo que viu, uma vez que ele foi levar o Pastor prá passear. Ele me disse que viu um gato no ponto de ônibus, em baixo do banco, e me pediu prá ir lá vê-lo. Na correria da Corretora de Seguros que eu trabalho, acabei esquecendo de ir ver o gato. Por incrível que pareça, no dia seguinte eu fui lá no ponto e ele estava no mesmo lugar! Estava muito magro e abatido. Fez amizade com o coelho Branquinho, que eu achei atravessando uma rua lá no Santo Ângelo. Formam um bela dupla!
Foi assim a minha visita a casa da
Cidinha e do Ronaldo e ao LCA.

Muito brigado pelo carinho, a atenção,
o bolo e o cafezinho...

Se alguém se interessar em ajudar a ONG
"Lar dos Cães Abandonados",
deposite qualquer quantia nessa conta:

Banco Bradesco: 237

Agência: 2770

Conta Corrente: 14800-8

Mais informações podem ser obtidas diretamente com a Cidinha:

lardoscaesabandonados@yahoo.com.br

Nossos amiguinhos agradecem...

=)

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