sexta-feira, 19 de maio de 2017

A Mulher Escarlate


Pensei muito sobre escrever a respeito desse episódio. Ainda não estou convicto se é um benefício ou um malefício falar sobre isso. Mas foi um fato tão insólito que eu acho que é bom registrar em algum lugar que certamente terá alguma utilidade no futuro. Escolhi o nome fictício "Fernanda" para preservar a pessoa a quem eu me refiro. Apesar de não termos mais contato nenhum, não desejo denegrir de maneira nenhuma o seu nome e da sua família. Não citarei locais e datas também mas sobre isso o texto mostrará uma época aproximada que o fato ocorreu. Essa imagem que eu coloquei na postagem é a imagem mais aproximada do que eu vivenciei mas está longe da realidade, que foi muito mais crua. Se essa pessoa da imagem, que é proprietária da mesma, achar que foi uso indevido da imagem, é só entrar em contato por e-mail que eu a substituirei.

Eu passava uma fase difícil. A falta de dinheiro e as desventuras amorosas viraram dois companheiros constantes e decepcionantes. Há alguns anos meu casamento tinha acabado e ainda eu não tinha me recuperado totalmente do trauma. A vontade de conhecer alguém compatível e que me agradasse crescia a medida que a solidão aumentava. Saí com muitas pessoas... umas não me agradavam e outras não se interessavam por mim. Foi uma época amorosa totalmente "estéril". Sempre fui muito devagar com novas tecnologias mas, devido a pressão dos amigos, criei um perfil no "Orkut". Aos poucos fui descobrindo como manusear essa rede e virei um usuário assíduo! Foi aí que começaram minhas paqueras virtuais. Um dia entrei em uma comunidade chamada "Quero um namorado(a) Espírita", já que eu sigo o Espiritismo desde a adolescência. Eu pensava que conhecer uma pessoa dentro do círculo comum de crença poderia aumentar as chances de eu conhecer alguém que quisesse criar laços fortes. Um dia recebi um convite de amizade da Fernanda e descobri que ela me encontrou ali naquela comunidade porque gostou do meu perfil e da minha imagem. Também conheci outras pessoas no Orkut mas só a Fernanda e mais uma moça continuaram conversando comigo durante várias semanas. Eu estava cauteloso porque não queria me decepcionar novamente e então comecei a bolar um plano de viajar pelo estado e aproveitar para conhecer pessoalmente essas duas pessoas e, quem sabe no futuro, iniciar um relacionamento com uma delas. Já sabia que teria 7 dias de folga no final do mês devido a diversos trabalhos extras que eu tinha feito no serviço e a perspectiva de viajar e conhecer outras cidades e pessoas era muito animador. Eu tinha conseguido comprar um bom carro e estava ansioso por viajar. A outra moça eu já conhecia por telefone mas a Fernanda ainda não; só por mensagens do Orkut. Tentei combinar com elas essa viagem mas a outra moça não poderia me ver justamente naquela semana por algum problema particular e a Fernanda ficou dias sem responder minhas mensagens. Então desisti da viagem. Em cima da hora a Fernanda me ligou (pela primeira vez) e pediu para eu ir sim conhecê-la, conforme mensagem que eu havia enviado. Preparei tudo as pressas e fui viajar. Seriam 800km rumo ao desconhecido... Senti medo porque ela nunca me escondeu que tinha problemas com o vício da cocaína mas assegurou que estava em tratamento. Eu não tinha a menor ideia sobre o assunto e era totalmente ingênuo a respeito do tema drogas. Minha mente entrou em alerta e eu fiquei com um pressentimento estranho mas mesmo assim fui. Nosso primeiro encontro foi para se conhecer pessoalmente e fomos no carro dela em um badalado restaurante. Foi bacana, conversamos muito e, em determinado momento, ela foi no banheiro e eu percebi que, quando ela voltou, havia chorado, mas não me senti confortável prá perguntar o porque disso. Um dia ela me explicou que foi no banheiro chorar pois não se achava digna de mim... Depois disso voltei para o hotel que eu estava hospedado para dormir e me preparar para voltar. De manhã nos encontramos para nos despedirmos e vi que ela estava com uma fisionomia de tristeza e cansaço. Ela me contou que, depois que saímos da pizzaria, ela me deixou no hotel e não foi para casa. Passou a noite cheirando cocaína. Isso me deixou chocado mas os minutos iam passando e eu tinha que ir embora. Nos despedimos com um beijo no rosto e eu voltei para casa. Continuamos com nossa amizade virtual por muitas semanas e eu ficava com a sensação que a razão pedia para eu me afastar e o coração pedia para eu me aproximar. Como um canceriano previsível, me aproximei. Tive novamente o benefício de vários dias de folga. Combinamos nosso encontro e lá fui eu novamente. Nos dias que fiquei lá no hotel hospedado passávamos o dia juntos e saíamos também no início da noite. Sob esse contexto iniciou-se nosso namoro. Passei muitos apuros porque as vezes ela sumia por dias e aparecia na casa dela muito debilitada e seus pais ficavam extremamente preocupados quando isso ocorria. Eu me sentia cada vez mais afundando em um vórtice obscuro, sendo levado por sensações sinistras e desconhecidas. As vezes que eu ficava sozinho na enorme casa dela, eu ajoelhava e rezava para a espiritualidade superior e para Deus, a fim de obter proteção para aquele lar pois os problemas que iam aparecendo eram desconhecidos e acima das minhas forças... e o nosso namoro a distância prosseguia.

Um dia eu fui para o meu quarto deitar com uma sensação ruim e inexplicável. Deitei mas não conseguia conciliar no sono. Em determinado momento, na frente da cômoda que fica no canto do quarto, uma espécie de "vapor" começou a aparecer do nada e lentamente foram se formando duas formas humanas. A princípio estavam borradas mas logo elas tomaram formas distintas... eram duas pessoas! Elas "flutuavam" acima do chão uns dois palmos. A figura da esquerda era uma mulher nua, com a pele avermelhada, cabelos negros e formas voluptuosas. Seios grandes e lindas curvas, um sorriso zombeteiro e um olhar de fogo, que transbordava sagacidade e luxúria. A criatura da direita era um homem que, como posso dizer?... era como se eu não o conseguisse ver 100%. Ele era obscuro e essa "sombra" não deixava eu ver os detalhes. Meu medo foi subindo de forma exponencial, um suor gelado apareceu na minha testa e meu coração disparou em descompasso. Logo em seguida a mulher "volitou" em minha direção e ficou na posição horizontal, flutuando sobre meu corpo. Ela chegou com o rosto bem próximo do meu, ainda com aquele sorriso de zombaria, juntou as mãos em forma de concha e sussurrou em minha orelha esquerda:

" - Vocês são minhas duas crianças..." 

Não suportei mais aquilo e levantei dando um grito abafado, por medo de acordar o pessoal de casa. O coração parecia que ia sair pela boca e o suor gélido rolava pelo rosto. Quando olhei novamente não vi mais ninguém, mas ouvi uma risada sinistra do lado de fora, vindo da janela do meu quarto. Ajoelhei e comecei a rezar freneticamente mas ainda ouvi mais uma vez a risada medonha sumindo ao longe, como se as duas criaturas tivessem indo embora se distanciando. Como dormir depois disso? Mesmo com meus conhecimentos espíritas eu não estava preparado para isso. Passei praticamente a noite inteira em claro, só cochilando um pouco. Quando levantei de manhã, estava mais cansado e alquebrado do que quando eu tinha ido deitar a noite. Encontrei com meus pais na cozinha, de manhã, e eles pareciam apreensivos com algo. Durante o café da manhã eles me contaram uma coisa inexplicável que havia acontecido com eles a noite, na hora que eles foram deitar. Eles me contaram que, logo que eles fecharam a porta do quarto e se deitaram, "alguém" chutou a porta do quarto deles! Eles abriram a porta e andaram pela casa mas não havia ninguém em casa! Pensaram que talvez pudesse ser um ladrão mas a casa estava vazia. Então eles fizeram uma prece pedindo proteção a Deus e foram dormir. Essa foi mais uma prova de que algo sinistro estava acontecendo.

Uns dias depois eu fui me encontrar com a Fernanda e teríamos o final de semana para ficarmos juntos, já que seus pais iriam viajar e nos deixariam cuidando da casa. Eu e ela já havíamos nos desentendido por causa do uso que ela fazia da cocaína e algumas vezes eu consegui a impedir de usar o entorpecente. Havíamos combinado de sair a noite e comer algo fora, nos arrumamos e saímos no meu carro. Ela pediu para eu parar em um determinado posto de gasolina para ela comprar uma cerveja pequena. Quando estacionei o carro, ela me disse que iria usar o "negócio" mesmo e que era para eu deixá-la em paz. Que só ficaria comigo se eu não me opusesse. Saiu do carro e eu fiquei de longe vendo ela comprar a cerveja e conversar com algumas pessoas que estavam no posto. Quando ela voltou ela disse "e aí, qual a resposta?" Eu disse "se você usar, nosso namoro acabou". Ela disse "ok". Como ela estava sob minha responsabilidade eu não poderia simplesmente deixá-la lá e ir embora (pois tive vontade de fazer isso), principalmente porque seus pais confiavam em mim e, se ela iria se drogar, pelo menos estaria segura comigo. Depois disso eu iria para casa no dia seguinte e tudo estaria acabado...

Eu fiquei arrasado... Ela entrou, liguei o carro e saímos do posto. Fui seguindo sua orientação passando por alamedas desconhecidas, enquanto ela falava pelo seu telefone celular barato com uma voz feminina, que respondia em "códigos" ou palavras trocadas que elas sabiam que era o fechamento da compra dos "pinos" de cocaína. Já estava tudo combinado, ela pegaria "produto" rapidamente pela janela do carro com uma mão e com a outra entregaria o dinheiro. A mulher da droga esperava em frente a um bar em uma calçada arborizada. A remessa foi recebida e ela me pediu prá ir em outro posto onde ela poderia ir no banheiro consumir o entorpecente. Ela me pediu uma nota qualquer para ela poder fazer o "canudinho" prá cheirar. Encostei o carro na rua, ela saiu e pediu ao frentista para usar o banheiro. Eu saí do carro e sentei na guia, com o carro a minha esquerda, e comecei a chorar... o desespero tomou conta de mim porque ninguém sabia nada sobre isso e minha família não tinha nem ideia desses acontecimentos. Quando ela voltou, já sob a influencia da droga, tentou me consolar e me incentivar a contar para alguém de confiança. Eu fiquei com raiva porque percebi que ela não estava preocupada comigo. Ela já estava ansiosa com a próxima "dose". Quando entramos no carro ela ligou para a mulher novamente para pedir mais. Eu chamei a atenção dela mas foi em vão, ela não me ouvia. O único foco dela era o uso da cocaína. Dessa vez ela comprou muitos "pinos". Ela queria passar a noite chapada. Sob a influencia da droga ela não sentia mais nada, nem fome, nem frio, nem compaixão... mas eu ainda sentia e tinha fome, principalmente. Ela sugeriu que passássemos em uma pizzaria. Comi sozinho porque ela só estava aguardando na mesa o momento em que ela pudesse cheirar o conteúdo dos pinos que ela trazia na bolsa. Pedi para embrulhar o restante da pizza e fomos para sua casa. A madrugada já ia alta... 😢


Chegando lá fomos para um cômodo especial onde ficava o computador e os livros da família (a casa era grande e possuía mais cômodos do que o habitual). Ela ligou o computador e colocou no Youtube uma seleção do Raul Seixas, sentou em um banco e acendeu um cigarro, enquanto eu sentava em uma cadeira estofada que ficava em frente ao computador. Ficamos conversando coisas banais. Ela me contava os trocadilhos e os duplos sentidos de algumas frases das músicas do Raul Seixas, todas com conotações vinculadas às drogas. Eu fui ficando de saco-cheio do Raul... Em determinados momentos ela saía para os fundos da casa para usar o banheiro da empregada (que não estava lá) para cheirar mais uma carreira de pó, voltava e continuávamos conversando. Senti pena dela por não enxergar a situação degradante em que estava e fiquei conversando com ela. O sono veio pois a noite estava acabando. Como estava escuro ainda, pedi licença para tomar um banho, deitar na cama dela e dormir um pouco. Ela se queixou que não queria ficar sozinha. Dei as costas e fui dormir antes de clarear o dia. Quando comecei a pegar no sono eu ouvia a voz dela "ao longe" falando sozinha "...eu vou parar! Só vou usar uma vez por semana, eu prometo!"  Um tempo depois ela entrou no quarto e começou a me beijar. O sono dissipou-se e eu comecei a corresponder a suas carícias. Algo aconteceu comigo. Aos poucos, em um crescendo libidinoso, eu fui perdendo o controle de mim mesmo e algo tomou o controle do meu corpo e dos meus pensamentos. A sensação que eu tinha é que eu era simplesmente um "boneco", uma "marionete". Uma luxúria desconhecida e inominável tomou conta do meu ser. Era como se todas as barreiras de escrúpulos tivessem ruído. Nos entregamos ao sexo de forma selvática e sedenta... o tempo ia passando e a libido nunca acabava e os êxtases doentios que chegávamos eram somente os marcadores mórbidos dentre dois vácuos e vazios de relações ocas e destituídas totalmente de amor, como dois selvagens. Meu pênis doía e parecia que iria explodir pois a ereção parecia interminável! Já havia se passado quase uma hora e ela queria mais, mas meu corpo não aguentava nem mais um segundo! Ela tinha cheiro de suor e bebida... Eu não suportava mais aquilo e saí do quarto para tomar banho. Aquela orgia não havia me dado nenhuma satisfação. Pobre é aquele que aposta todas as suas fichas no sexo e o desconecta do amor porque só os dois juntos trazem um êxtase e uma satisfação verdadeira para um casal. O sexo é uma dádiva de Deus e ele deve ser sublimado pela boa conduta e pela fidelidade.

(...)

Eu me sentia sujo... mas não simplesmente sujo, era como minha alma estivesse maculada. Fui cambaleando até o banheiro. O alvorecer já despontava através de raios dourados que entravam pelas frestas da casa. Abri o chuveiro e deixei a água quente caindo por muito tempo no corpo. O pênis latejava e doía e a ereção perversa ainda persistia. Peguei o sabonete e a esponja e esfreguei pelo corpo... esfregava e esfregava até a pele ameaçar a sangrar mas mesmo assim ainda continuava me sentindo imundo. Desisti de me sentir limpo com o banho, me enxuguei e vesti minhas roupas. Me sentia um nada, como se toda minha força vital houvesse sido dragada. Foi então que lembrei da visão e das palavras da mulher maligna " - Vocês são minhas duas crianças..." 😈

Muito tempo já se passou sobre esse episódio. Uma amiga me contou que fui visitado pela "Pomba Gira". Após uma pesquisa eu descobri que isso tem um certo fundamento pois a entidade Pomba Gira é vinculada à luxúria. Eu sabia que, dos dois seres que apareceram no meu quarto, um estava ligado a sexualidade desvirtuada e o outro estava ligado ao uso de bebidas e drogas. Com certeza eram as entidades vinculadas à Fernanda na vida louca que ela levava. Se aproveitaram da situação para usufruir desse prazer vazio e passageiro de pessoas (ou espíritos) que não se amam e só vêem prazer no lado imoral da sexualidade. Enfim, como eu vi esses espíritos se eu não sou médium? Pensei muito sobre essa questão e concluí o seguinte: em situações especiais, mesmo uma pessoa sem mediunidade pode visualizar um espírito. Não acho que foi um caso de materialização pois os espíritos não ficaram palpáveis. Acho que foi um caso de sintonia. Eu estava desequilibrado e em sintonia com a frequência do sexo desvirtuado. Eles encontraram um campo fértil dentro da minha mente... foi um caso de sintonia, como a sintonia da frequência de uma estação de rádio.

Bom, foi isso que aconteceu e agora não quero mais falar nesse assunto que é chato... ^.^

terça-feira, 28 de abril de 2015

A Bandeira do Arco-Íris

Realmente ainda é um tabu falar de homossexualidade. O próprio sexo, em plena era da internet, é um desconhecido, sendo relegado ao simples problema de satisfação do corpo, orgasmos e vidas-duplas de homens e mulheres. Mas sobre sexo, já tenho uma opinião bem sólida. Sexo e amor são como prótons e nêutrons... devem ser mantidos unidos. Mas sobre a questão homossexual não sei muito e, principalmente nos últimos tempos, tenho pensado bastante sobre esse assunto em busca de respostas. Alguém me disse que a resposta para a homossexualidade está no Velho Testamento, entre as leis civis mosaicas. Conheço bem essas leis e as acho muito radicais. Prefiro ter como base dos meus estudos a lei máxima de Jesus, que é uma autoridade maior: "Amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo". Com essa base firme, comecei meus estudos dentro da doutrina que professo desde a adolescência, o Espiritismo. Vejamos o que o Livro dos Espíritos diz sobre isso, nas questões 200 a 202:

SEXO NOS ESPÍRITOS

200 - Os espíritos tem sexo?
- Não como o entendeis, pois, os sexos dependem do organismo. Entre eles há amor e simpatia baseados na identidade de sentimentos.

201 - O espírito que animou o corpo de um homem, em nova existência, pode animar o de uma mulher, e vice-versa?
- Sim, são os mesmos espíritos que animam os homens e as mulheres.

202 - Quando se é espírito, prefere-se encarnar no corpo de um homem ou de uma mulher?
- Isso pouco importa ao espírito; ele escolhe segundo as provas que deve suportar.

Segue um comentário do Kardec: "Os espíritos se encarnam homens ou mulheres porque eles não tem sexos. Como devem progredir em tudo, cada sexo, como cada posição social, lhes oferece provas e deveres especiais, além da oportunidade de adquirir experiência. Aquele que fosse sempre homem não saberia senão o que sabem os homens."

Naturalmente essa explicação é superficial, porque não havia como avançar muito sobre esse assunto naquela época em que o Espiritismo estava vindo a tona. Certamente, se os espíritos se aprofundassem demais em determinados assuntos polêmicos, o preconceito e a intolerância teriam neutralizado o Espiritismo, que ainda não tinha adquirido raízes fortes sobre a Terra. Mas essas três questões são muito esclarecedoras, se analisadas com cuidado. Aqui fica bem claro que o espírito não tem sexo, e que podemos assumir um corpo masculino, ou um corpo feminino, de acordo com nossa necessidade evolutiva. Pode-se dizer que boa parte da questão homossexual está respondida na análise dessas questões. Se já sabemos que podemos envergar corpos de homem e de mulher, então qual é o motivo de haver atração em pessoas do mesmo sexo? A chave para essa resposta está na palavra reencarnação. Baseado nesses estudos, concluí que existem (pode-se dizer 98%) dois tipos principais de homossexualidade, à luz do Espiritismo:

1 - Facultativa
(onde o espírito pode estar equilibrado ou desequilibrado);
2 - Compulsória
(onde o espírito está resgatando uma dívida do passado).

Obs.: Os 2% restantes são casos excepcionais, onde a homossexualidade pode ter sim uma origem física ou uma outra origem não cármica, já que nosso planeta é de prova e expiação. Nós estamos constantemente passando por testes e experiências dirigidas pela espiritualidade superior. Podem ocorrer erros nesses testes que são anomalias, como acontece no reino animal e vegetal também.

Vamos supor que uma pessoa já está há 10 encarnações como homem. Kardec nos esclarece no comentário que "Aquele que fosse sempre homem não saberia senão o que sabem os homens" . Então a espiritualidade aconselha o espírito a reencarnar mulher, para adquirir os predicados femininos, que o mundo masculino não proporciona. Essa primeira encarnação desse homem no corpo de uma mulher vai ser uma reencarnação de "adaptação". Provavelmente será uma mulher com tendências e gostos masculinos. Se for um espírito equilibrado e preparado na espiritualidade, é bem provável que essa pessoa não anseie constituir família e dedique suas forças e energias para o bem comum, para a caridade e para a fraternidade. É provável que na 2ª reencarnação como mulher, esse espírito já esteja bem mais harmonizado ao mundo feminino. Mas como o livre-arbítrio é uma das diretrizes de Deus e é respeitada pela espiritualidade, há espíritos que preferem passar por essa transição sem concluir todo o preparo e todos os estudos. Então espontaneamente, pela livre escolha que Deus dá a todos seus filhos, ele opta por reencarnar numa posição em que ele poderá sentir um impulso bastante forte no sentido de coabitar com uma pessoa do mesmo sexo. Isso é natural e está dentro da lei maior, mas, devido ao desconhecimento dessas leis cármicas e reencarnatórias, o preconceito e a intolerância os farão passar existências de grande sofrimento. No caso da reencarnação compulsória, geralmente o homem ou mulher que abusou das suas energias genésicas em vidas pregressas, há de habitar um corpo do sexo oposto, para adquirir as experiências dolorosas do passado, ou seja, "sentir na própria pele" o mal causado a outrem. No livro "Sob a luz do Espiritismo", do espírito Ramais, podemos obter mais pormenores:

Capítulo 9 - Homossexualidade

"(...) O espírito que, por exemplo, numa dezena de encarnações nasceu sempre mulher, a fim de desenvolver sentimentos numa sequência de vidas passivas na atividade doméstica, mas, por força evolutiva, precisa desenvolver o intelecto, a razão, atitudes de liderança e criatividade mental, enverga um organismo masculino e, consequentemente, os caracteres sexuais de homem; entretanto, ele revive do perispírito suas reminiscências de natureza feminina. Depois de várias encarnações femininas e, subitamente, renascendo para uma existência masculina, raramente, predominam, no primeiro ensaio biológico, os valores masculinos recém-despertos, porque sente, fortemente, as lembranças psíquicas ou o condicionamento orgânico feminino. Em consequência, renasce e se desenvolve, no ambiente físico terreno, uma entidade com todas as características sexuais masculinas e, contudo, apresentando um comportamento predominantemente feminino. Assim eclode a luta psicofísica na intimidade do ser, em que os antecedentes femininos conflitam com as características masculinas, ocasionando conflito dos valores afetivos, que oscilam, indeterminadamente, entre a atração feminina ou masculina. É o homossexual indefinido quanto à sua afeição, pelas exigências conservadoras e tradicionais da sua comunidade, para a qual ele é um "homem" anátomo-fisiologicamente, mas, no âmago da alma, tem sentimentos e emoções de mulher, recém-ingressa no casulo orgânico masculino. Apresentando todas as características da biologia humana do tipo masculino é, no campo de sua afeição e emotividade, uma criatura afeminada, malgrado os exames bioquímicos feitos serem característicos do sexo masculino. (...) O Espírito que viveu uma dezena de existências masculinas, situado em atividades extra lar, desenvolvendo, mais propriamente, os princípios ativos, o intelecto, a razão e a iniciativa criadora, mais comandando e menos obedecendo, mais impondo e menos acatando, desenvolve uma individualidade algo prepotente e, às vezes, tirânica. Obviamente, ele precisa modificar o seu psiquismo agressivo ou violento pelas constantes atividades de lutador, guerreiro, onde a razão não permite qualquer prurido sentimental e, reconhecendo a necessidade de desenvolver o sentimento, é aconselhado a envergar um organismo carnal feminino, em algumas reencarnações reeducadoras. Nesse caso, é muito difícil expressar, de início, as características delicadas, temas e gentis da mulher. A tensão perispiritual despótica, impulsiva e demasiadamente racional atua fortemente no novo corpo projetado para o sexo feminino e, por repercussão extracorpórea, ativa em demasia o cérebro, predispondo à ação da masculinidade sobre as características delicadas feminis. Daí, a conceituação da "mulher-macho", com a voz, gestos e decisões que lembram mais o homem. Não se pode comprovar serem essas características provenientes de alguma alteração genética; realmente, imprimem na criatura a característica psicológica do sexo, a qual se sobrepõe à fisiologia e singeleza dos órgãos reprodutores. Sexo masculino é atividade mental, sexo feminino é atividade sentimental, enquanto, a diferença orgânica entre o homem e a mulher é apenas resultante das irradiações eletromagnéticas do perispírito na vida física. Em verdade, importa fundamentalmente ao espírito imortal desenvolver a razão para melhor compreender e agir no mundo e, simultaneamente, o sentimento para sentir o ambiente e, aí, efetuar realizações criadoras. Daí, o motivo por que a angelologia faz da figura do anjo um ser duplamente alado, cuja asa direita simboliza a razão e a esquerda o sentimento, comprovando a necessidade de o espírito humano só se liberar para o trânsito definitivo ao universo divino, em sua ascese espiritual, depois da completa evolução da razão e do sentimento. É do conhecimento espiritual que, no desenvolvimento da individualidade do espírito eterno, a passagem da experiência feminina para a masculina ou vice-versa, no renascimento num corpo físico com certa marca sexual, de início predominam sempre os traços da feminilidade ou da masculinidade anterior, malgrado as diferenças da figura sexual do corpo. No incessante intercâmbio do espírito, manifestando-se ora pela organização carnal feminina, ora pela masculina, ele desperta valores novos comuns a determinada experiência humana como homem, ou como mulher. Ademais, nesse renascimento através do binômio homem-mulher, além do desenvolvimento do intelecto ou da razão, conforme o estágio masculino ou feminino, corrige e salda os débitos dos abusos pecaminosos desta ou daquela condição, feminina ou masculina. Insistimos em dizer-vos: o homem que abusa de suas faculdades sexuais no excesso da lascívia e somente para a satisfação erótica, culminando por arruinar a vivência de outras pessoas, chegando a ocasionar desuniões conjugais, provocar a discórdia, a aflição e o desespero e desonras em lares diversos, ou lançando na vida a infeliz moça com o filho no desamparo de mãe solteira, ou que descamba por desespero e fraqueza na prostituição, há decorrigir-se do seu desregramento pelo renascimento físico num corpo feminino e, sob a coação doméstica do esposo tirânico, resgatar e indenizar todos os males produzidos ao próximo. Igualmente, a mulher que não cultiva os valores sadios da função digna e amorosa de esposa, poderia sofrer nova encarnação feminina dolorosa, ou terá de se reajustar, na condição física, num corpo masculino, capaz de lhe proporcionar todas as ilusões, descasos e fuga dos deveres conjugais com uma companheira tão fútil, pérfida e irresponsável quanto também foi no passado, saturando assim o desejo, em vez de sublimá-lo"

Então é isso... Essas explicações me deixaram satisfeito! E para os fanáticos de plantão que eventualmente me atirem pedras eu lhes afirmo: "que atire a primeira pedra aquele que não tiver pecado".

Enfim, vamos usar com carinho e sabedoria nossas fabulosas reservas de energia sexual... =)

domingo, 10 de agosto de 2014

Sonho: Onde Utilizar a Chave???

Sonho em 07.08.2014 - "Praticávamos golpes e furtos em uma comunidade que vivia a beira mar. As casas eram tipos de "contêineres" mas não eram totalmente blindados. Haviam janelas, portas, entradas para ar, sacadas de flores. Existam muitos na praia. Furtivamente ao cair da noite, entrávamos nessas "casas" e roubávamos pequenos objetos que podíamos levar nas mãos. Em determinado momento me afastei desse grupo e fiquei sozinho, refletindo que era um grande erro viver dessa forma. Num outro vilarejo próximo cheguei a um enorme quiosque com telhado de sapê, que na verdade era uma lanchonete. Pedi um lanche que logo foi preparado. Depois de o consumir, fui até o rapaz que atendia e pedi a conta. Ele me entregou um valor absurdo, dizendo que as outras pessoas que ali estavam lanchando também estavam comigo e eu deveria pagar a conta de todos. Convenci o rapaz que eu estava sozinho e que aquelas pessoas não estavam comigo. Paguei somente o que eu havia consumido. Na parte de trás da lanchonete encontrei um senhor muito simpático. Parecia um descendente de índios. Usava poucas roupas e sorria o tempo todo. Ele me chamou e começou a contar uma historia que não me recordo. Ficamos agachados enquanto ele contava a metáfora. Enquanto o mesmo falava, ele arrancou um pequeno vegetal de um vaso com a mão esquerda. Com a mão direita ele aplicou um líquido transparente na base da planta com uma seginga, perto das raízes. Ele ia agindo e falando a história. Diante de meus olhos atônitos, as raízes começaram a crescer lentamente e frutos da terra se formaram como mágica! Fiquei fascinado com aquilo! Depois nos despedimos e ele me entregou uma chave desbotada. Saí pelo mundo em busca de onde usar aquela chave. Não demorou muito e encontrei uma cômoda de metal, pintada de cinza claro, em uma cidade abandonada. Haviam quatro gavetas na cômoda. Coloquei a chave no pequeno orifício em cima, a direita, e as quatro gavetas se destravaram. Abri a primeira e só encontrei muitos e diversos papéis em desarrumação. Quando abri a segunda gaveta, havia um conteúdo parecido com a primeira mas, ao abri-la até o fim, Vi que havia uma pasta azul de plástico, dessas que se fecha com um elástico, onde na parte de cima haviam escritos e desenhos de criança, que logo reconheci como de autoria da Melissa. Então eu ouvi chamarem meu nome duas vezes, nas minhas costas. Quando me virei, vi a Melissa sorrindo. Ela me disse em pensamento "não pensei que você fosse achar tão rápido!". Ela usava um gorro colorido desses que tem um cachecol junto. Roupas de lã multicolores. Luvas e sapatinhos de cor clara... Seus olhos expressavam uma pureza e uma amizade difíceis de explicar em palavras... então acordei sob os toques da programação do despertador do meu telefone".

=)

domingo, 15 de junho de 2014

A Visão Sobre os Quarto Animais


     Várias passagem da Bíblia me impressionam muito. Essa, em especial, me desperta um interesse e uma atração um pouco maior. Ela encerra em si o problema e a solução, já que traz a profecia e a interpretação. Mas essa explicação dada ao Daniel por uma pessoa que assistia a essa "assembleia" que acontecia na visão do profeta, carece de algumas observações que devem ser dadas sob a luz da era atômica. Segue abaixo a transcrição, conforme a tradução de João Ferreira de Almeida. Obs.: Deixei sem os capítulos para ficar melhor a interpretação. (Daniel, capítulo 7 completo)

     "No primeiro ano de Belsazar, rei de Babilônia, teve Daniel, na sua cama, um sonho e visões da sua cabeça. Então escreveu o sonho, e relatou a suma das coisas. Falou Daniel, e disse: Eu estava olhando, numa visão noturna, e eis que os quatro ventos do céu agitavam o Mar Grande. E quatro grandes animais, diferentes uns dos outros, subiam do mar. O primeiro era como leão, e tinha asas de águia; enquanto eu olhava, foram-lhe arrancadas as asas, e foi levantado da terra, e posto em dois pés como um homem; e foi-lhe dado mente de homem. Continuei olhando, e eis aqui o segundo animal, semelhante a um urso, o qual se levantou de um lado, tendo na boca três costelas entre os seus dentes; e foi-lhe dito assim: Levanta-te, devora muita carne. Depois disto, continuei olhando, e eis aqui outro, semelhante a um leopardo, e tinha nas costas quatro asas de ave; tinha também este animal quatro cabeças; e foi-lhe dado domínio. Depois disto, eu continuava olhando, em visões noturnas, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso, e muito forte, o qual tinha grandes dentes de ferro; ele devorava e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele, e tinha dez chifres. Eu considerava os chifres, e eis que entre eles subiu outro chifre, pequeno, diante do qual três dos primeiros chifres foram arrancados; e eis que neste chifre havia olhos, como os de homem, e uma boca que falava com insolência. Eu continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e um ancião de dias se assentou; o seu vestido era branco como a neve, e o cabelo da sua cabeça como lã puríssima; o seu trono era de chamas de fogo, e as rodas dele eram fogo ardente. Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e miríades de miríades assistiam diante dele. Assentou-se para o juízo, e os livros foram abertos. Então estive olhando, por causa da voz das grandes palavras que o chifre proferia; estive olhando até que o animal foi morto, e o seu corpo destruído; pois ele foi entregue para ser queimado pelo fogo. Quanto aos outros animais, foi-lhes tirado o domínio; todavia foi-lhes concedida prolongação de vida por um prazo e mais um tempo. Eu estava olhando nas minhas visões noturnas, e eis que vinha com as nuvens do céu um como filho de homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e foi apresentado diante dele. E foi-lhe dado domínio, e glória, e um reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído. Quanto a mim, Daniel, o meu espírito foi abatido dentro do corpo, e as visões da minha cabeça me perturbavam. Cheguei-me a um dos que estavam perto, e perguntei-lhe a verdadeira significação de tudo isso. Ele me respondeu e me fez saber a interpretação das coisas. Estes grandes animais, que são quatro, são quatro reis, que se levantarão da terra. Mas os santos do Altíssimo receberão o reino e o possuirão para todo o sempre, sim, para todo o sempre. Então tive desejo de conhecer a verdade a respeito do quarto animal, que era diferente de todos os outros, sobremodo terrível, com dentes de ferro e unhas de bronze; o qual devorava, fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobrava; e também a respeito dos dez chifres que ele tinha na cabeça, e do outro que subiu e diante do qual caíram três, isto é, daquele chifre que tinha olhos, e uma boca que falava com insolência e parecia ser mais robusto do que os seus companheiros. Enquanto eu olhava, eis que o mesmo chifre fazia guerra contra os santos, e prevalecia contra eles, até que veio o ancião de dias, e foi executado o juízo a favor dos santos do Altíssimo; e chegou o tempo em que os santos possuíram o reino. Assim me disse ele: O quarto animal será um quarto reino na terra, o qual será diferente de todos os reinos; devorará toda a terra, e a pisará aos pés, e a fará em pedaços. Quanto aos dez chifres, daquele mesmo reino se levantarão dez reis; e depois deles se levantará outro, o quál será diferente dos primeiros, e abaterá a três reis. Proferirá palavras contra o Altíssimo, e consumirá os santos do Altíssimo; cuidará em mudar os tempos e a lei; os santos lhe serão entregues na mão por um tempo, e tempos, e metade de um tempo. Mas o tribunal se assentará em juízo, e lhe tirará o domínio, para o destruir e para o desfazer até o fim. O reino, e o domínio, e a grandeza dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo. O seu reino será um reino eterno, e todos os domínios o servirão, e lhe obedecerão. Aqui é o fim do assunto. Quanto a mim, Daniel, os meus pensamentos muito me perturbaram e o meu semblante se mudou; mas guardei estas coisas no coração."

     É bastante complicada a interpretação integral dessa visão, já que os tradutores não chegam a um consenso. Prá se ter uma ideia da dificuldade, veja a diferença na tradução entre duas pessoas, somente dos versículos 2 e 3:

Tradução A - Falou Daniel, e disse: Eu estava olhando, numa visão noturna, e eis que os quatro ventos do céu agitavam o Mar Grande. E quatro grandes animais, diferentes uns dos outros, subiam do mar.

Tradução B - No meu sonho estava a assistir a uma tremenda tempestade num grande oceano, com fortes ventos soprando em todas as direcções.  Então quatro enormes animais saíram do mar, todos eles diferentes.

     Focando principalmente o que as traduções tem em comum, que são os estranhos animais, ou "bestas", como alguns preferem, eu interpreto assim essas visões, de acordo com minha base reencarnacionista: Cada animal representa um grupo de pessoas, não necessariamente uma nação. Todas coexistem até hoje, através das reencarnações, mas existem 4 grupos distintos, representados pelos animais e suas tendências instintivas.

1º - Leão alado (que teve as asas tiradas) que levantou como homem e teve mente de homem;

2º - Urso com grande sede de sangue e carne levando três costelas nos dentes;

3º - Leopardo com quatro asas e quatro cabeças;

4º - Animal (ou máquina) de dentes de ferro e unhas de bronze, com dez chifres.

     O primeiro animal, na minha interpretação pessoal, representa um passado distante, onde os homens dominavam a arte de voar, mas perderam esse benefício tecnológico devido ao uso errado desse recurso. Deve ser algo que ocorreu na Altlândia, ou até mesmo antes desse país perdido. Desenvolveu a mente e aprimorou a parte do físico humano, após a época de alguma hecatombe que jogou no esquecimento a arte de voar e outros avanços tecnológicos. O segundo animal representa um grupo totalmente terrestre, ou seja, vivia somente sobre a terra e devia ser bastante rústico e selvagem... vingativo talvez. Não sei a interpretação das três costelas, mas penso que deve ter sito três principais reinos abatidos de forma violenta e impiedosa por esse povo. O terceiro animal já representa um grupo mais próximo dos nossos tempos, onde certos grupos redescobriram o poder do voo e foram além: aperfeiçoaram ainda mais essa técnica. As quatro cabeças devem simbolizar os quatro povos que mais se destacaram nessas áreas, com astúcia, rapidez e sagacidades do leopardo. O quarto animal representa os dias atuais e todas suas contradições. Não é a representação de um povo em específico mas de grupos de pessoas que estão espalhadas pelo globo, mas que "vibram" ou "agem" conforme a descrição de um animal que destrói e estilhaça tudo em volta de maneira impiedosa, visando principalmente interesses puramente imediatistas. Acredito que a ação que melhor representa essa "besta" é a criação e a detonação das bomba atômicas no Japão. Não digo que esse quarto animal deveria ser os Estados Unidos porque eles não fizeram tudo sozinhos. Outros países, ou grupos de pessoas, trabalharam em uníssono na fabricação dessas armas. Esse 4º animal pode ser representado, por exemplo, pela invasão do Tibet pela China, pela invasão da Polônia pela Alemanha, pela invasão do Kuwait pelo Iraque, pela invasão do Vietnã pelos USA, etc. Aqueles dez chifres que existem na cabeça do quarto animal nada mais são do que outros grupos, ou nações, que tem os mesmos interesses egoísticos e belicosos, tentando tirar vantagens em tudo, inclusive destruindo uns aos outros, como acontece com um novo chifre que aparece e derruba os três primeiros. Esse chifre, que tinha muitos olhos e falava com insolência, nada mais é do que os meios de comunicação em massa, com o agravante hoje da internet e todos seus absurdos e ódios que circulam na rede. Esses "olhos"  desse chifre mais robusto são realmente a internet com todos seus escândalos e invasões de privacidade. O texto nos diz que esse quarto animal sobreviverá um tempo limitado, onde dominará com poder absoluto sobre a terra. Ele existirá junto com os outros três animais, que são outros três grupos. Quando ele for destruído, conforme diz a profecia, aos outros três animais será dado ainda um tempo. Isso porque o grupo que representa o quarto animal certamente será irremediavelmente transferido para um planeta inferior, onde reencarnará em condições bastante difíceis, conforme nos elucida Alan Kardec, no Livro dos Espíritos. Aos outros 3 animais, que ficarão na Terra, será dado um tempo a eles porque muitos se "salvarão" de serem exilados para esse orbe inferior, por não estarem totalmente brutalizados, como no grupo dos seres representado pelo quarto animal. Só consigo interpretar esse profecia sob a luz da reencarnação. Não vejo outra maneira de fazer essa interpretação integralmente sem essa ferramenta nos deixada por Kardec. Quero acrescentar que essa é uma interpretação toda minha, toda pessoal... 

=)


sexta-feira, 2 de maio de 2014

Para Além do Superficial

 Cada dia que passamos juntos
é como a peça de um mosaico,
pequena peça colorida
de singela colcha de retalhos,
e assim, a cada dia,
juntos tecemos delicada trama
de sorrisos ternos
e abraços generosos,
de amores repartidos
e saudades que aquecem...

Segura minha mão amor!
O universo é nossa estrada
e o tempo de nossos sonhos chegou!

Meu coração,
como um campo silencioso
espera tua chegada,
tu que és Sol, Claridade e Calor
e tens o poder mágico
de despertar as flores...

Para além do superficial,
do lugar-comum
me transportas
tão de repente, tão docemente;
como resistir?


 
Doces mensagens de Vanessa de Oliveira
para meu telefone todas as manhãs...
lindas, emocionantes e ternas mensagens diárias...

 ...como resistir?

            =)

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

No Território do Sonho...


De Vanessa para Cláudio...

"Em minhas viagens ao território do sonho, todas as noites, me abasteço de energias sutis, me preencho de esperanças para todas as coisas que desejo realizar. E, quando de lá retorno, tenho coragem, minhas mãos trabalham, aceito e enfrento as pequenas e grandes contrariedades, preencho o tempo em busca de soluções, e assim a vida acontece e se plenifica no trabalho diário no mundo...

 Lá também encontro você. Beijo respeitosamente suas queridas mãos. Recolho o brilho de seu olhar, que possui a doçura dos primeiros raios de Sol. Ouço sua voz, seu sorriso, e com eles me chegam sentimentos de paz e quietude, que se derramam sobre mim e me levam a uma viagem interior, onde desejo recolher as flores mais puras para te oferecer.

 Lá, no território do sonho, imagino que estamos de mãos dadas. E de nossas mãos unidas emerge uma prece sem palavras, repleta de nossas esperanças, nossos sentimentos que vibram em sintonia com o amor mais puro, o Amor Divino que, silenciosamente, se manifesta em toda parte.

 Na viagem da vida, sigo a correnteza que me leva a novos territórios... Em cada novo dia, um novo convite para aprender, para amar... E é neste rio, em que se guardam todos os segredos, que desejo navegar ao seu lado, sem me deter..."

De Cláudio para Vanessa...

          "Em minhas viagens no território do sonho, deixo de lado minha carcaça obscura, representada pelo meu corpo, e deparo-me com meu “eu” imortal, indestrutível, sede de todos meus anseios, desejos e metas a alcançar. Nesse mundo sutil não é difícil de te encontrar... afinidades múltiplas e frequências de amor e amizade nos impulsionam como ímãs... logo estamos juntos, tecendo nossos planos imediatos e outros tantos para vários futuros... nessa localidade onírica, te vislumbro como você é mesmo... uma dádiva que Deus colocou em meu caminho, com sua beleza, sabedoria, delicadeza e todos outros atributos que só o feminino tem o dom de possuir. Nesses bosques de bem aventuranças, onde a brisa é cálida, onde as flores resplandecem, onde os pássaros tecem melodias apaixonadas, onde a água é cristalina e perfumada, onde um olhar vale mais que mil alianças... sim, nesse lugar paradisíaco que nós nos encontramos e tecemos todos nossos planos... De mãos dadas vamos juntos a lugares obscuros também... juntos a aprender e a ensinar... mostrar a certas criaturas o amor verdadeiro, o amor que dá sentido a vida e que ainda é pouco conhecido... o amor sincero e desinteressado que é tão incompreendido na Terra... e finalmente vou entendendo e aprendendo com a sua intuição, sua doçura e sua ternura; vou aprendendo que tenho muito a aprender... caminhando sempre ao seu lado, sem me deter..." 







 Postagem dedicada 
com todo amor do mundo a 
Vanessa Oliveira...  

=)

segunda-feira, 13 de maio de 2013

"Pão, Amor e Poesia"


"Você é o meu amor de hoje e de todos os tempos.
Alguém maduro e com aparência austera,
para combinar com meu lado austero e maduro.

Mas do outro lado de cá
tem uma menina que é boba e apaixonada...

Apaixonada pelo Amor,
Apaixonada por Amar...

Ela te convida a entrar na ciranda
a amar até tarde,
a ficar enroscados feito dois gatinhos
e no dia seguinte
rir sem precisar de motivos
em longas conversas
onde o único propósito
é apreciar um ao outro.

Se vens para o meu lado,
vamos compartilhar 
pão, amor e poesia."

=)



Texto: Vanessa Oliveira
Desenho: Melissa Oliveira Carvalho 

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