
Sorrindo Sempre !!!
Assim como a Fé
um sorriso
Assim como a Fé
um sorriso
também
remove montanhas...
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Cláudio Tadeu Cavallote

- Claro !
ar em casa. Quando foi instalado o primeiro orelhão no bairro nós ficamos olhando fascinados para ele, como se fosse algo de outro mundo... kkk... Quem vê o bairro do Socorro hoje nem faz idéia de como aqui já foi carente. Bom, eu e o Chiclete saímos rodando nossos pneus em direção a casa do Marcelo e, posteriormente, até a casa de outras crianças. Logo éramos uma turma rodando nossos pneus pelas ruas de terra. Ao passarmos em frente da padaria do Dito, (que existe desde sempre) pegamos algumas tampinhas de garrafa que estavam em frente a calçada prá depois fazermos nossa "corrida de tampinha". Saímos de lá e fomos no terreno onde havia uma enorme paineira onde nós costumávamos brincar sob a sombra acolhedora de seus enormes galhos. O terreno era arenoso e ideal prá nós fazermos a pista da corrida de tampinhas. "Estacionamos" nossos pneus e começamos a preparar a pista de corrida, que era feita com um pequeno pedaço de madeira (que parecia uma régua) que era puxada sobre a areia formando, assim, a pista. Colocávamos pequenos obstáculos, rampas, curvas, para tornar a corrida mais emocionante. Era como se fosse uma pista de "motocross" em miniatura. Tínhamos direito a dar 3 toques com o dedo na lateral da tampinha que deslizava sobre a pista. Passamos a manhã toda brincando. Fui almoçar na casa do Marcelo. Entrei na singela casa de meu amigo e encontrei com sua avó que macetava algo no velho pilão. Ela me disse que estava fazendo paçoca prá gente...
iquei até com água na boca... Nosso almoço foi um prato de virado acompanhado de um copo de água. Estava muito gostoso. Quando a paçoca ficou pronta nós a comemos assistindo o "Bat-fino" que estava passando na Record. Depois do almoço decidimos andar de carrinho de rolemã. Como a rua da casa do Marcelo era uma das poucas asfaltadas na época, era prá lá que íamos sempre. As vezes apostávamos corridas, outras vezes descíamos a ladeira prá fazer as rolemãs soltarem faíscas nas curvas forçadas... mas o que eu mais gostava mesmo era de sentar no carrinho e riscar estradas segurando um tijolo em cada mão, enquanto alguém me empurrava. Nós fazíamos um verdadeiro complexo viário com todos aqueles riscos em cima do asfalto. Tinha carrinho-polícia, carrinho-ambulância e tudo mais que nossa criatividade permitisse. Era fatal acontecerem acidentes nos cruzamentos... kkk... Num dado momento a patota fez uma "rodi
nha" e ficou cochichando... cheguei de mansinho e descobri que falavam de mim... fiquei com vergonha pois alguém havia descoberto que eu tinha escrito "Cláudio ama Simone" num dos galhos da paineira... é que eu era apaixonado pela irmã do Chiclete mas nunca imaginei que alguém pudesse subir tão alto como eu naquela paineira e ler o que eu escrevi raspando um prego na casca da árvore... kkk... Nossa, já estava escurecendo e eu achei melhor ir embora. 
ois de comer as batatas com sal, achei melhor ir embora pois pensei que minha mãe devia estar preocupada. A turma permaneceu em volta da fogueira. Quando cheguei em casa, minha mãe ficou espantada. Eu não entendi por que. Ela disse:


