quinta-feira, 9 de maio de 2019

A Visão Sobre os Quatro Animais

Os simbolismos bíblicos me atraem muito e, de tempos em tempos, retorno a essas questões e medito bastante, tentando deixar a mente aberta, para me manter além dos sectarismos. Tem alguns detalhes dessa visão de Daniel que ainda me fogem a interpretação mas acredito que já consegui fazer a análise em linhas gerais e mestras, que não deturparão a importância desses pequenos e importantes detalhes. A referência histórica, de tempo "terrestre", podemos extrair do Livro dos Espiritos, de Allan Kardec:


51. Podemos saber em que época viveu Adão?

R.: Mais ou menos naquela que lhe assinalais: cerca de quatro mil anos antes do Cristo.


Então, teremos como ponto de partida um tempo aproximado de 6000 anos terrestres, quando o primeiro capelino (ou grupo de capelinos), chegou a Terra por meio do degredo interplanetário. Existem várias passagens da Bíblia onde podemos comprovar o degredo, que são mencionados de forma simbólica. Eis um exemplo do Apocalipse que gosto bastante, que evidencia a expulsão do grupo capelino em "queda" para o planeta Terra, e suas consequentes dores para os habitantes primatas daqui e também para os seres incrivelmente desenvolvidos intelectualmente de Capela, mas com sérios problemas no desenvolvimento moral. Segue a transcrição da Bíblia de João Ferreira de Almeida, em Apocalipse 12:7/12: 

"Houve peleja no céu. Miguel e seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos; todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no céu o lugar deles. E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a Terra, e, com ele, os seus anjos. Então ouvi grande voz do céu, proclamando: Agora veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa dia e noite, diante do nosso Deus. Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida. Por isso, festejai, ó céus, e vós, os que neles habitais. Ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta."

Grandes pensadores religiosos dão a seguinte interpretação da visão de Daniel, principalmente pelas correntes protestantes:

1. Leão Alado - Império Babilônico - 626 a 539AC
2. Urso - Império Persa - 539 a 330 AC
3. Leopardo - Imperio Grego - 330 a 63AC
4. Animal Terrível - Império Romano - 63 em diante

Segue abaixo a visão de Daniel 7:1/28:

"No primeiro ano de Belsazar, rei de Babilônia, teve Daniel, na sua cama, um sonho e visões da sua cabeça. Então escreveu o sonho, e relatou a suma das coisas. Falou Daniel, e disse: Eu estava olhando, numa visão noturna, e eis que os quatro ventos do céu agitavam o Mar Grande. E quatro grandes animais, diferentes uns dos outros, subiam do mar. O primeiro era como leão, e tinha asas de águia; enquanto eu olhava, foram-lhe arrancadas as asas, e foi levantado da terra, e posto em dois pés como um homem; e foi-lhe dado mente de homem. Continuei olhando, e eis aqui o segundo animal, semelhante a um urso, o qual se levantou de um lado, tendo na boca três costelas entre os seus dentes; e foi-lhe dito assim: Levanta-te, devora muita carne. Depois disto, continuei olhando, e eis aqui outro, semelhante a um leopardo, e tinha nas costas quatro asas de ave; tinha também este animal quatro cabeças; e foi-lhe dado domínio. Depois disto, eu continuava olhando, em visões noturnas, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso, e muito forte, o qual tinha grandes dentes de ferro; ele devorava e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele, e tinha dez chifres. Eu considerava os chifres, e eis que entre eles subiu outro chifre, pequeno, diante do qual três dos primeiros chifres foram arrancados; e eis que neste chifre havia olhos, como os de homem, e uma boca que falava com insolência. Eu continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e um ancião de dias se assentou; o seu vestido era branco como a neve, e o cabelo da sua cabeça como lã puríssima; o seu trono era de chamas de fogo, e as rodas dele eram fogo ardente. Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e miríades de miríades assistiam diante dele. Assentou-se para o juízo, e os livros foram abertos. Então estive olhando, por causa da voz das grandes palavras que o chifre proferia; estive olhando até que o animal foi morto, e o seu corpo destruído; pois ele foi entregue para ser queimado pelo fogo. Quanto aos outros animais, foi-lhes tirado o domínio; todavia foi-lhes concedida prolongação de vida por um prazo e mais um tempo. Eu estava olhando nas minhas visões noturnas, e eis que vinha com as nuvens do céu um como filho de homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e foi apresentado diante dele. E foi-lhe dado domínio, e glória, e um reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído. Quanto a mim, Daniel, o meu espírito foi abatido dentro do corpo, e as visões da minha cabeça me perturbavam. Cheguei-me a um dos que estavam perto, e perguntei-lhe a verdadeira significação de tudo isso. Ele me respondeu e me fez saber a interpretação das coisas. Estes grandes animais, que são quatro, são quatro reis, que se levantarão da terra. Mas os santos do Altíssimo receberão o reino e o possuirão para todo o sempre, sim, para todo o sempre. Então tive desejo de conhecer a verdade a respeito do quarto animal, que era diferente de todos os outros, sobremodo terrível, com dentes de ferro e unhas de bronze; o qual devorava, fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobrava; e também a respeito dos dez chifres que ele tinha na cabeça, e do outro que subiu e diante do qual caíram três, isto é, daquele chifre que tinha olhos, e uma boca que falava com insolência e parecia ser mais robusto do que os seus companheiros. Enquanto eu olhava, eis que o mesmo chifre fazia guerra contra os santos, e prevalecia contra eles, até que veio o ancião de dias, e foi executado o juízo a favor dos santos do Altíssimo; e chegou o tempo em que os santos possuíram o reino. Assim me disse ele: O quarto animal será um quarto reino na terra, o qual será diferente de todos os reinos; devorará toda a terra, e a pisará aos pés, e a fará em pedaços. Quanto aos dez chifres, daquele mesmo reino se levantarão dez reis; e depois deles se levantará outro, o quál será diferente dos primeiros, e abaterá a três reis. Proferirá palavras contra o Altíssimo, e consumirá os santos do Altíssimo; cuidará em mudar os tempos e a lei; os santos lhe serão entregues na mão por um tempo, e tempos, e metade de um tempo. Mas o tribunal se assentará em juízo, e lhe tirará o domínio, para o destruir e para o desfazer até o fim. O reino, e o domínio, e a grandeza dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo. O seu reino será um reino eterno, e todos os domínios o servirão, e lhe obedecerão. Aqui é o fim do assunto. Quanto a mim, Daniel, os meus pensamentos muito me perturbaram e o meu semblante se mudou; mas guardei estas coisas no coração."

1. Esfinge Alada:

"O primeiro era como leão, e tinha asas de águia;
enquanto eu olhava, foram-lhe arrancadas as asas,
e foi levantado da terra,
e posto em dois pés como um homem;
e foi-lhe dado mente de homem."

Aqui é bastante clara a "miscigenação" entre as duas raças, a terrícola e a capelina. Uma interpretação da esfinge é que ela é uma representação dos instintos em sua forma natural, aquela que é adquirida pelos animais em suas romagens reencarnacionistas, antecâmaras do desenvolvimento embrionário da razão. Então podemos conceber que o leão com asas representava os terrícolas em seu estado natural e primitivo, sem as paixões, estando mais próximos a animalidade e muito distantes da humanidade, seres que se encontravam aqui no período Neolítico, entre 5 a 8 mil anos atrás. Quando a esfinge teve as asas arrancadas, colocada de pé como humanos, com mente de homem, é patente a fusão das duas raças, a terrícola e a capelina, por meio da reencarnação. Os seres da terra, que residiam em cavernas, e ainda viviam sob o império dos instintos primários, de um momento para outro, começaram a conceber uma raça totalmente nova através de seus filhos, que foram nascendo com uma postura ereta, pensamentos já coordenados de forma incompreensível para os nativos, e uma configuração "humanoide" que os distinguiam muitíssimo de seus genitores. No livro "Redenção de um Exilado", de Lucas, pelo médium Samuel Gomes, ele diz um pouco sobre a situação psicológica desse primeiro grupo a descer a terra: "Os espíritos que se comprometeram para essa primeira etapa foram os que mais faliram na utilização da inteligência e por isso integravam o grupo com compromisso mais direto nesse setor de ação, sendo nomeados como projeto Adão ou Grupo Adâmico. Muitos espíritos exilados não participaram desses projetos por estarem ainda inaptos. Só quem estava mais consciente da necessidade de mudança pôde participar. Esse pequeno grupo já tinha compromisso com a queda no campo da razão e conforme os projetos caminhavam, aumentava a participação deles, uns de forma consciente, outro não."


2. O Urso

"Continuei olhando, e eis aqui o segundo animal,
semelhante a um urso, o qual se levantou de um lado,
tendo na boca três costelas entre os seus dentes;
e foi-lhe dito assim: Levanta-te, devora muita carne."

Aqui também o simbolismo é forte, mas não á possível prá mim interpretar todos os detalhes, mas o todo é evidente: é a representação da mentalidade desse segundo grupo que iria descer a terra, séculos depois do grupo "Adâmico". O urso, as três costelas entre os dentes, o devorar carne, são todas evidências do perfil mental desse grupo que, certamente tinha perturbações bem maiores que o grupo antecedente. Ainda citando o livro "Redenção de um Exilado", transcrevo mais um parágrafo, agora referente a esse segundo grupo e suas tendencias: "Podemos denominar essa segunda leva de espíritos como projeto Eva ou Grupo Evânico, de acordo com a simbologia das escrituras sagradas. Era exatamente o grupo de espíritos que caíram devido ao mau uso dos sentimentos que foram distorcidos e desequilibrados pelas experiências do apego, do egoísmo, do desgoverno e das energias sexuais, da vaidade e tantas outras que representam resíduos emocionais inferiores que desvirtuam o nosso elevado modo de sentir. Eram espíritos confundidos no campo afetivo para criar em si mesmos uma gama de prisões e ligações indevidas, que só no tempo poderiam ser desfeitas pela retificação moral.


3. O Leopardo

"Depois disto, continuei olhando, e eis aqui outro,
semelhante a um leopardo, e tinha nas costas quatro asas de ave;
tinha também este animal quatro cabeças; e foi-lhe dado domínio."

Se a esfinge é a representação dos instintos em seu estado natural, o que representaria uma esfinge com quatro asas, quatro cabeças? Aqui podemos conferir que esse terceiro grupo tinha perturbações muito maiores que seus grupos antecessores, com a fusão destrutiva de instintos animais primários deturpados com as paixões e inteligência desenvolvidas. Pode-se dizer que esse grupo trouxe muito sofrimento aos moradores da Terra, mas também trouxe avanços e resgates através da dor e do trabalho. Ainda mais uma vez eu transcrevo mais um parágrafo de "Redenção de um Exilado", onde o autor nomeia esse terceiro grupo de "Serpentino": " Eles vinham encontrar os semirresponsáveis - porque eles também tinham sua parcela de culpa - por suas condições de queda, já que instigamos, através do poder que usufruíamos, suas tendências animalizadas na manutenção de nossos interesses e riquezas. É o que acontece hoje com muitos espíritos que usam de todos os ganhos conquistados e acabam por mergulhar em compromissos éticos e morais graves com a exploração sexual, guerras drogas e outras tantas loucuras morais."


4. A "Besta"

"Depois disto, eu continuava olhando, em visões noturnas,
e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso, e muito forte,
o qual tinha grandes dentes de ferro;
ele devorava e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava;
era diferente de todos os animais que apareceram antes dele,
e tinha dez chifres. Eu considerava os chifres,
e eis que entre eles subiu outro chifre,
pequeno, diante do qual três dos primeiros chifres foram arrancados;
e eis que neste chifre havia olhos, como os de homem,
e uma boca que falava com insolência."

Agora, a partir daqui, quero fazer uma análise toda pessoal, já que não encontrei citação sobre esse quarto grupo em nenhum livro, dada a complexidade e polêmica do tema. Vou nomear esse quarto grupo de "Bestial". Na minha leitura, esse grupo realmente "diabólico" começou a descer até nós a partir da revolução industrial, dada a inteligência e perversidade acuradas desse grupo. Eles foram selecionados prá descer aqui só no final desse ciclo porque, se eles tivessem vindo antes, com certeza já teriam destruído o planeta Terra. Aqui temos um grupo de inteligência acuradíssima, mas com desvios morais muito mais acentuados do que os outros três grupos. Aqui teremos os futuros terroristas, os pedófilos, os falsos religiosos, os magos negros, os sagazes seres que se aproveitam da política, da religião, da ciência, do sexo, etc, e são responsáveis pelos desvios e perturbações da comunidade terrícola. Estão e estarão aqui entre nós por pouco tempo, para nosso resgate e aprendizado e, também, para a redenção de alguns deles que, certamente, terão alguns que vão se "cristificar". A força, os dentes de ferro, unhas de bronze, representam o salto tecnológico que essas entidades iriam fatalmente implementar e também o seu mau uso nas guerras, destruição de vidas e do planeta. Os dez chifres e os outros três chifres que vieram depois representam grupos menores (que estão inseridos no grupo maior bestializado) que são simbolizados na Bíblia como as entidades que iriam marcar a testa e a mão das pessoas para que elas pudessem viver, os olhos e as bocas que blasfemavam demonstram o domínios dos maus sobre a tecnologia, mídia e meios de comunicação:

"Também obrigou todos, pequenos e grandes,
ricos e pobres, livres e escravos,
a receberem certa marca na mão direita ou na testa,
para que ninguém pudesse comprar nem vender,
a não ser quem tivesse a marca,
que é o nome da besta ou o número do seu nome."

O governo espiritual da Terra já sabia que essas entidades iriam dominar a economia mundial e já sabia também que quem não se enquadrasse ficaria excluído dos "benefícios" advindos da passividade diante do grupo bestial. Hoje eles detém praticamente todo o poder econômico... para comprar e vender, para fazer qualquer negócio. Cifras astronômicas são criadas em um segundo e acumuladas por essa minoria no segundo seguinte. Temos, no Brasil mesmo, a vergonhosa situação de, ao lado de Brasília, o lugar mais rico e poderoso do país, termos a segunda maior favela da nação. Nos Estados Unidos temos um presidente que só se preocupa em construir muros e acumular mais riquezas. Mas o fim desse período está bem próximo. Jesus predisse como seria o "clima" psicológico que antecederia o fim e Kardec no deu uma previsão na nossa escala de tempo terrícola:

Jesus:

"E ouvireis falar de guerras e rumores de guerras;
olhai não vos perturbeis; 
porque forçoso é que assim aconteça; mas ainda não é o fim."

"Porquanto se levantará nação contra nação,
e reino contra reino; e haverá fomes e terremotos em vários lugares."

"Nesse tempo muitos hão de se escandalizar,
e trair-se uns aos outros, e mutuamente se odiarão."

"Igualmente hão de surgir muitos falsos profetas,
e enganarão a muitos; e, por se multiplicar a iniquidade,
o amor de muitos esfriará."

Através da espiritualidade e a codificação espírita de Kardec, já sabemos que se passariam aproximadamente três gerações até a implementação definitiva da promoção do planeta Terra a mundo de regeneração. Se o Livro dos Espíritos foi codificado em 1857, levando em conta que uma geração pode ter aproximadamente 60 anos, a transição final se dará em torno de 2037. A espiritualidade já nos alertou que a partir do ano 2000, grandes levas de espíritos altamente evoluídos estariam descendo aqui, já que nessa mesma época já estaria sendo barrada a reencarnação dos espíritos que não tinham a condição mínima de viver aqui civilizadamente. Os espíritos evoluídos, que começaram a chegar aqui na virada do milênio só vão começar a se sobressair daqui a alguns anos, já que os mais velhos tem hoje em torno de 18 anos. O "bestificados", que ainda continuam aqui fazendo guerras, intrigas, enganos, lutas, etc, vão sendo excluídos do grupo terrícola, a medida que vão desencarnando. Enfim, estamos vendo com os nossos próprios olhos o apocalipse previsto por Jesus e os profetas.


"Aquele que perseverar até o fim,
esse será salvo!"

 Jesus


Obs: O último grupo ficará por "pouco" tempo entre nós, somente alguns séculos, pois sua sistemática postura destrutiva destruiria nosso globo, se assim não fosse. Os outros três grupos, Adâmico, Evânico e Serpentino, ficarão um pouco mais no orbe, por suas melhores possibilidades de redenção:


"Então estive olhando,
por causa da voz das grandes palavras
que o chifre proferia;
estive olhando até que o animal foi morto,
e o seu corpo destruído;
pois ele foi entregue para ser queimado pelo fogo.
Quanto aos outros animais, foi-lhes tirado o domínio; 
todavia foi-lhes concedida prolongação de vida
por um prazo e mais um tempo."


domingo, 21 de janeiro de 2018

O Elefante Paquistanês


Esse sonho ocorreu no dia 11/12/2017

     "Eu fui ao Paquistão. No meu sonho, o Paquistão ficava ao lado da minha cidade, que fica em São Paulo. Nesse sonho eu poderia ir a pé ao Paquistão, que ficava a alguns quilômetros de minha casa. Chegando ao Paquistão, sentei nos degraus da fachada de uma loja que estava fechada. Eu estava com uma mochila nas costas. Olhei para a direita (prá quem está sentado de costas para a loja) e havia um grande terreno baldio que tinha um pouco de mato, de onde saiu um elefante enorme. Ele não possuía a perna traseira esquerda e todo seu corpo estava coberto de um pó colorido que eu já vi em festas religiosas que acontecem na Índia. Na rua de terra que estava a minha frente um enorme grupo de elefantes começou a passar e esse elefante que saiu do terreno juntou-se a eles mas eu o perdi de vista no meio do grupo. Quando os elefantes passaram, reparei que uma mulher com uma criança no colo saiu da casa pobre que ficava a esquerda e outras crianças maiores saíram também e ficaram em torno dela. Essa mulher com a criança no colo me falou algo incompreensível que me pareceu uma pergunta mas eu só pude dizer: "Não sou daqui, sou do Brasil!". Quando ouviu "Brasil", ela sorriu, disse mais algumas palavras que não entendi, e entrou na casa com as crianças. Após isso, eu me levantei e voltei para a minha casa a pé e o sonho continuou na minha cidade. A partir desse ponto do sonho, não tenho mais nenhuma memória do que aconteceu quando eu cheguei na minha cidade natal...

🤔

sábado, 15 de julho de 2017

O Sonho da Gruta



Esse sonho aconteceu no dia 03/07/2012:

"Estava escurecendo e eu estava diante da entrada de uma pequena gruta. Achei estranho pois uma leve luminosidade saía dessa entrada. Na minha mão direita eu trazia um frasco com água onde haviam pequenos peixes ornamentais (lebiste, guaru, ituí, etc). Quando entrei na gruta ví que a maior parte da luminosidade saía de um pequeno lago de água cristalina que existia no meio da mesma. Quando me aproximei da água, reparei que a luz vinha dos peixes que viviam nesse lago. Haviam peixes com luminosidades de várias cores mas um em especial se destacou. Era um peixe que emitia uma luminosidade azul-marinho e era do tamanho de um punho fechado. Era um peixe tão diferente... uma mistura de "cavalo-marinho-folha" e "kinguio". Esse peixe saiu da água e começou a levitar. O toquei com a mão esquerda mas ele não gostou, então me afastei. Ele voltou para a água. Notei que alguns insetos estanhos também emitiam luz, como nossos vaga-lumes mas eram insetos desconhecidos prá mim. As plantas, o musgo nas paredes... tudo emitia algum tipo de luminosidade colorida. Senti vontade de soltar meus peixes ali naquele lugar fascinante, e foi o que eu fiz. Despejei com cuidado o conteúdo do frasco. Aqueles peixes que emitiam luz foram em direção aos "meus" peixes sem luz, como se os tivessem recebendo... dando as boas vindas a eles... Senti vontade de entrar no lago e foi isso que fiz. A água era levemente morna. Os peixes ficaram nadando em torno de mim... os meus peixes e os que já estavam no lago. Fiquei só com o rosto prá fora da água... uma sensação muito agradável e gostosa... nesse instante acordei..."

🐟🐠🐡

sexta-feira, 19 de maio de 2017

A Mulher Escarlate


Pensei muito sobre escrever a respeito desse episódio. Ainda não estou convicto se é um benefício ou um malefício falar sobre isso. Mas foi um fato tão insólito que eu acho que é bom registrar em algum lugar que certamente terá alguma utilidade no futuro. Escolhi o nome fictício "Fernanda" para preservar a pessoa a quem eu me refiro. Apesar de não termos mais contato nenhum, não desejo denegrir de maneira nenhuma o seu nome e da sua família. Não citarei locais e datas também mas sobre isso o texto mostrará uma época aproximada que o fato ocorreu. Essa imagem que eu coloquei na postagem é a imagem mais aproximada do que eu vivenciei mas está longe da realidade, que foi muito mais crua. Se essa pessoa da imagem, que é proprietária da mesma, achar que foi uso indevido da imagem, é só entrar em contato por e-mail que eu a substituirei.

Eu passava uma fase difícil. A falta de dinheiro e as desventuras amorosas viraram dois companheiros constantes e decepcionantes. Há alguns anos meu casamento tinha acabado e ainda eu não tinha me recuperado totalmente do trauma. A vontade de conhecer alguém compatível e que me agradasse crescia a medida que a solidão aumentava. Saí com muitas pessoas... umas não me agradavam e outras não se interessavam por mim. Foi uma época amorosa totalmente "estéril". Sempre fui muito devagar com novas tecnologias mas, devido a pressão dos amigos, criei um perfil no "Orkut". Aos poucos fui descobrindo como manusear essa rede e virei um usuário assíduo! Foi aí que começaram minhas paqueras virtuais. Um dia entrei em uma comunidade chamada "Quero um namorado(a) Espírita", já que eu sigo o Espiritismo desde a adolescência. Eu pensava que conhecer uma pessoa dentro do círculo comum de crença poderia aumentar as chances de eu conhecer alguém que quisesse criar laços fortes. Um dia recebi um convite de amizade da Fernanda e descobri que ela me encontrou ali naquela comunidade porque gostou do meu perfil e da minha imagem. Também conheci outras pessoas no Orkut mas só a Fernanda e mais uma moça continuaram conversando comigo durante várias semanas. Eu estava cauteloso porque não queria me decepcionar novamente e então comecei a bolar um plano de viajar pelo estado e aproveitar para conhecer pessoalmente essas duas pessoas e, quem sabe no futuro, iniciar um relacionamento com uma delas. Já sabia que teria 7 dias de folga no final do mês devido a diversos trabalhos extras que eu tinha feito no serviço e a perspectiva de viajar e conhecer outras cidades e pessoas era muito animador. Eu tinha conseguido comprar um bom carro e estava ansioso por viajar. A outra moça eu já conhecia por telefone mas a Fernanda ainda não; só por mensagens do Orkut. Tentei combinar com elas essa viagem mas a outra moça não poderia me ver justamente naquela semana por algum problema particular e a Fernanda ficou dias sem responder minhas mensagens. Então desisti da viagem. Em cima da hora a Fernanda me ligou (pela primeira vez) e pediu para eu ir sim conhecê-la, conforme mensagem que eu havia enviado. Preparei tudo as pressas e fui viajar. Seriam 800km rumo ao desconhecido... Senti medo porque ela nunca me escondeu que tinha problemas com o vício da cocaína mas assegurou que estava em tratamento. Eu não tinha a menor ideia sobre o assunto e era totalmente ingênuo a respeito do tema drogas. Minha mente entrou em alerta e eu fiquei com um pressentimento estranho mas mesmo assim fui. Nosso primeiro encontro foi para se conhecer pessoalmente e fomos no carro dela em um badalado restaurante. Foi bacana, conversamos muito e, em determinado momento, ela foi no banheiro e eu percebi que, quando ela voltou, havia chorado, mas não me senti confortável prá perguntar o porque disso. Um dia ela me explicou que foi no banheiro chorar pois não se achava digna de mim... Depois disso voltei para o hotel que eu estava hospedado para dormir e me preparar para voltar. De manhã nos encontramos para nos despedirmos e vi que ela estava com uma fisionomia de tristeza e cansaço. Ela me contou que, depois que saímos da pizzaria, ela me deixou no hotel e não foi para casa. Passou a noite cheirando cocaína. Isso me deixou chocado mas os minutos iam passando e eu tinha que ir embora. Nos despedimos com um beijo no rosto e eu voltei para casa. Continuamos com nossa amizade virtual por muitas semanas e eu ficava com a sensação que a razão pedia para eu me afastar e o coração pedia para eu me aproximar. Como um canceriano previsível, me aproximei. Tive novamente o benefício de vários dias de folga. Combinamos nosso encontro e lá fui eu novamente. Nos dias que fiquei lá no hotel hospedado passávamos o dia juntos e saíamos também no início da noite. Sob esse contexto iniciou-se nosso namoro. Passei muitos apuros porque as vezes ela sumia por dias e aparecia na casa dela muito debilitada e seus pais ficavam extremamente preocupados quando isso ocorria. Eu me sentia cada vez mais afundando em um vórtice obscuro, sendo levado por sensações sinistras e desconhecidas. As vezes que eu ficava sozinho na enorme casa dela, eu ajoelhava e rezava para a espiritualidade superior e para Deus, a fim de obter proteção para aquele lar pois os problemas que iam aparecendo eram desconhecidos e acima das minhas forças... e o nosso namoro a distância prosseguia.

Um dia eu fui para o meu quarto deitar com uma sensação ruim e inexplicável. Deitei mas não conseguia conciliar no sono. Em determinado momento, na frente da cômoda que fica no canto do quarto, uma espécie de "vapor" começou a aparecer do nada e lentamente foram se formando duas formas humanas. A princípio estavam borradas mas logo elas tomaram formas distintas... eram duas pessoas! Elas "flutuavam" acima do chão uns dois palmos. A figura da esquerda era uma mulher nua, com a pele avermelhada, cabelos negros e formas voluptuosas. Seios grandes e lindas curvas, um sorriso zombeteiro e um olhar de fogo, que transbordava sagacidade e luxúria. A criatura da direita era um homem que, como posso dizer?... era como se eu não o conseguisse ver 100%. Ele era obscuro e essa "sombra" não deixava eu ver os detalhes. Meu medo foi subindo de forma exponencial, um suor gelado apareceu na minha testa e meu coração disparou em descompasso. Logo em seguida a mulher "volitou" em minha direção e ficou na posição horizontal, flutuando sobre meu corpo. Ela chegou com o rosto bem próximo do meu, ainda com aquele sorriso de zombaria, colocou a mão direita forma de concha junto a boca e sussurrou em minha orelha esquerda:

" - Vocês são minhas duas crianças..." 

Não suportei mais aquilo e levantei dando um grito abafado, por medo de acordar o pessoal de casa. O coração parecia que ia sair pela boca e o suor gélido rolava pelo rosto. Quando olhei novamente não vi mais ninguém, mas ouvi uma risada sinistra do lado de fora, vindo da janela do meu quarto. Ajoelhei e comecei a rezar freneticamente mas ainda ouvi mais uma vez a risada medonha sumindo ao longe, como se as duas criaturas tivessem indo embora se distanciando. Como dormir depois disso? Mesmo com meus conhecimentos espíritas eu não estava preparado para isso. Passei praticamente a noite inteira em claro, só cochilando um pouco. Quando levantei de manhã, estava mais cansado e alquebrado do que quando eu tinha ido deitar a noite. Encontrei com meus pais na cozinha, de manhã, e eles pareciam apreensivos com algo. Durante o café da manhã eles me contaram uma coisa inexplicável que havia acontecido com eles a noite, na hora que eles foram deitar. Eles me contaram que, logo que eles fecharam a porta do quarto e se deitaram, "alguém" chutou a porta do quarto deles! Eles abriram a porta e andaram pela casa mas não havia ninguém em casa! Pensaram que talvez pudesse ser um ladrão mas a casa estava vazia. Então eles fizeram uma prece pedindo proteção a Deus e foram dormir. Essa foi mais uma prova de que algo sinistro estava acontecendo.

Uns dias depois eu fui me encontrar com a Fernanda e teríamos o final de semana para ficarmos juntos, já que seus pais iriam viajar e nos deixariam cuidando da casa. Eu e ela já havíamos nos desentendido por causa do uso que ela fazia da cocaína e algumas vezes eu consegui a impedir de usar o entorpecente. Havíamos combinado de sair a noite e comer algo fora, nos arrumamos e saímos no meu carro. Ela pediu para eu parar em um determinado posto de gasolina para ela comprar uma cerveja pequena. Quando estacionei o carro, ela me disse que iria usar o "negócio" mesmo e que era para eu deixá-la em paz. Que só ficaria comigo se eu não me opusesse. Saiu do carro e eu fiquei de longe vendo ela comprar a cerveja e conversar com algumas pessoas que estavam no posto. Quando ela voltou ela disse "e aí, qual a resposta?" Eu disse "se você usar, nosso namoro acabou". Ela disse "ok". Como ela estava sob minha responsabilidade eu não poderia simplesmente deixá-la lá e ir embora (pois tive vontade de fazer isso), principalmente porque seus pais confiavam em mim e, se ela iria se drogar, pelo menos estaria segura comigo. Depois disso eu iria para casa no dia seguinte e tudo estaria acabado...

Eu fiquei arrasado... Ela entrou, liguei o carro e saímos do posto. Fui seguindo sua orientação passando por alamedas desconhecidas, enquanto ela falava pelo seu telefone celular barato com uma voz feminina, que respondia em "códigos" ou palavras trocadas que elas sabiam que era o fechamento da compra dos "pinos" de cocaína. Já estava tudo combinado, ela pegaria "produto" rapidamente pela janela do carro com uma mão e com a outra entregaria o dinheiro. A mulher da droga esperava em frente a um bar em uma calçada arborizada. A remessa foi recebida e ela me pediu prá ir em outro posto onde ela poderia ir no banheiro consumir o entorpecente. Ela me pediu uma nota qualquer para ela poder fazer o "canudinho" prá cheirar. Encostei o carro na rua, ela saiu e pediu ao frentista para usar o banheiro. Eu saí do carro e sentei na guia, com o carro a minha esquerda, e comecei a chorar... o desespero tomou conta de mim porque ninguém sabia nada sobre isso e minha família não tinha nem ideia desses acontecimentos. Quando ela voltou, já sob a influencia da droga, tentou me consolar e me incentivar a contar para alguém de confiança. Eu fiquei com raiva porque percebi que ela não estava preocupada comigo. Ela já estava ansiosa com a próxima "dose". Quando entramos no carro ela ligou para a mulher novamente para pedir mais. Eu chamei a atenção dela mas foi em vão, ela não me ouvia. O único foco dela era o uso da cocaína. Dessa vez ela comprou muitos "pinos". Ela queria passar a noite chapada. Sob a influencia da droga ela não sentia mais nada, nem fome, nem frio, nem compaixão... mas eu ainda sentia e tinha fome, principalmente. Ela sugeriu que passássemos em uma pizzaria. Comi sozinho porque ela só estava aguardando na mesa o momento em que ela pudesse cheirar o conteúdo dos pinos que ela trazia na bolsa. Pedi para embrulhar o restante da pizza e fomos para sua casa. A madrugada já ia alta... 😢


Chegando lá fomos para um cômodo especial onde ficava o computador e os livros da família (a casa era grande e possuía mais cômodos do que o habitual). Ela ligou o computador e colocou no Youtube uma seleção do Raul Seixas, sentou em um banco e acendeu um cigarro, enquanto eu sentava em uma cadeira estofada que ficava em frente ao computador. Ficamos conversando coisas banais. Ela me contava os trocadilhos e os duplos sentidos de algumas frases das músicas do Raul Seixas, todas com conotações vinculadas às drogas. Eu fui ficando de saco-cheio do Raul... Em determinados momentos ela saía para os fundos da casa para usar o banheiro da empregada (que não estava lá) para cheirar mais uma carreira de pó, voltava e continuávamos conversando. Senti pena dela por não enxergar a situação degradante em que estava e fiquei conversando com ela. O sono veio pois a noite estava acabando. Como estava escuro ainda, pedi licença para tomar um banho, deitar na cama dela e dormir um pouco. Ela se queixou que não queria ficar sozinha. Dei as costas e fui dormir antes de clarear o dia. Quando comecei a pegar no sono eu ouvia a voz dela "ao longe" falando sozinha "...eu vou parar! Só vou usar uma vez por semana, eu prometo!"  Um tempo depois ela entrou no quarto e começou a me beijar. O sono dissipou-se e eu comecei a corresponder a suas carícias. Algo aconteceu comigo. Aos poucos, em um crescendo libidinoso, eu fui perdendo o controle de mim mesmo e algo tomou o controle do meu corpo e dos meus pensamentos. A sensação que eu tinha é que eu era simplesmente um "boneco", uma "marionete". Uma luxúria desconhecida e inominável tomou conta do meu ser. Era como se todas as barreiras de escrúpulos tivessem ruído. Nos entregamos ao sexo de forma selvática e sedenta... o tempo ia passando e a libido nunca acabava e os êxtases doentios que chegávamos eram somente os marcadores mórbidos dentre dois vácuos e vazios de relações ocas e destituídas totalmente de amor, como dois selvagens. Meu pênis doía e parecia que iria explodir pois a ereção parecia interminável! Já havia se passado quase uma hora e ela queria mais, mas meu corpo não aguentava nem mais um segundo! Ela tinha cheiro de suor e bebida... Eu não suportava mais aquilo e saí do quarto para tomar banho. Aquela orgia não havia me dado nenhuma satisfação. Pobre é aquele que aposta todas as suas fichas no sexo e o desconecta do amor porque só os dois juntos trazem um êxtase e uma satisfação verdadeira para um casal. O sexo é uma dádiva de Deus e ele deve ser sublimado pela boa conduta e pela fidelidade.

(...)

Eu me sentia sujo... mas não simplesmente sujo, era como minha alma estivesse maculada. Fui cambaleando até o banheiro. O alvorecer já despontava através de raios dourados que entravam pelas frestas da casa. Abri o chuveiro e deixei a água quente caindo por muito tempo no corpo. O pênis latejava e doía e a ereção perversa ainda persistia. Peguei o sabonete e a esponja e esfreguei pelo corpo... esfregava e esfregava até a pele ameaçar a sangrar mas mesmo assim ainda continuava me sentindo imundo. Desisti de me sentir limpo com o banho, me enxuguei e vesti minhas roupas. Me sentia um nada, como se toda minha força vital houvesse sido dragada. Foi então que lembrei da visão e das palavras da mulher maligna " - Vocês são minhas duas crianças..." 😈

Muito tempo já se passou sobre esse episódio. Uma amiga me contou que fui visitado pela "Pomba Gira". Após uma pesquisa eu descobri que isso tem um certo fundamento pois a entidade Pomba Gira é vinculada à luxúria. Eu sabia que, dos dois seres que apareceram no meu quarto, um estava ligado a sexualidade desvirtuada e o outro estava ligado ao uso de bebidas e drogas. Com certeza eram as entidades vinculadas à Fernanda na vida louca que ela levava. Se aproveitaram da situação para usufruir desse prazer vazio e passageiro de pessoas (ou espíritos) que não se amam e só vêem prazer no lado imoral da sexualidade. Enfim, como eu vi esses espíritos se eu não sou médium? Pensei muito sobre essa questão e concluí o seguinte: em situações especiais, mesmo uma pessoa sem mediunidade pode visualizar um espírito. Não acho que foi um caso de materialização pois os espíritos não ficaram palpáveis. Acho que foi um caso de sintonia. Eu estava desequilibrado e em sintonia com a frequência do sexo desvirtuado. Eles encontraram um campo fértil dentro da minha mente... foi um caso de sintonia, como a sintonia da frequência de uma estação de rádio.

Bom, foi isso que aconteceu e agora não quero mais falar nesse assunto que é chato... ^.^

terça-feira, 28 de abril de 2015

A Bandeira do Arco-Íris

Realmente ainda é um tabu falar de homossexualidade. O próprio sexo, em plena era da internet, é um desconhecido, sendo relegado ao simples problema de satisfação do corpo, orgasmos e vidas-duplas de homens e mulheres. Mas sobre sexo, já tenho uma opinião bem sólida. Sexo e amor são como prótons e nêutrons... devem ser mantidos unidos. Mas sobre a questão homossexual não sei muito e, principalmente nos últimos tempos, tenho pensado bastante sobre esse assunto em busca de respostas. Alguém me disse que a resposta para a homossexualidade está no Velho Testamento, entre as leis civis mosaicas. Conheço bem essas leis e as acho muito radicais. Prefiro ter como base dos meus estudos a lei máxima de Jesus, que é uma autoridade maior: "Amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo". Com essa base firme, comecei meus estudos dentro da doutrina que professo desde a adolescência, o Espiritismo. Vejamos o que o Livro dos Espíritos diz sobre isso, nas questões 200 a 202:

SEXO NOS ESPÍRITOS

200 - Os espíritos tem sexo?
- Não como o entendeis, pois, os sexos dependem do organismo. Entre eles há amor e simpatia baseados na identidade de sentimentos.

201 - O espírito que animou o corpo de um homem, em nova existência, pode animar o de uma mulher, e vice-versa?
- Sim, são os mesmos espíritos que animam os homens e as mulheres.

202 - Quando se é espírito, prefere-se encarnar no corpo de um homem ou de uma mulher?
- Isso pouco importa ao espírito; ele escolhe segundo as provas que deve suportar.

Segue um comentário do Kardec: "Os espíritos se encarnam homens ou mulheres porque eles não tem sexos. Como devem progredir em tudo, cada sexo, como cada posição social, lhes oferece provas e deveres especiais, além da oportunidade de adquirir experiência. Aquele que fosse sempre homem não saberia senão o que sabem os homens."

Naturalmente essa explicação é superficial, porque não havia como avançar muito sobre esse assunto naquela época em que o Espiritismo estava vindo a tona. Certamente, se os espíritos se aprofundassem demais em determinados assuntos polêmicos, o preconceito e a intolerância teriam neutralizado o Espiritismo, que ainda não tinha adquirido raízes fortes sobre a Terra. Mas essas três questões são muito esclarecedoras, se analisadas com cuidado. Aqui fica bem claro que o espírito não tem sexo, e que podemos assumir um corpo masculino, ou um corpo feminino, de acordo com nossa necessidade evolutiva. Pode-se dizer que boa parte da questão homossexual está respondida na análise dessas questões. Se já sabemos que podemos envergar corpos de homem e de mulher, então qual é o motivo de haver atração em pessoas do mesmo sexo? A chave para essa resposta está na palavra reencarnação. Baseado nesses estudos, concluí que existem (pode-se dizer 98%) dois tipos principais de homossexualidade, à luz do Espiritismo:

1 - Facultativa
(onde o espírito pode estar equilibrado ou desequilibrado);
2 - Compulsória
(onde o espírito está resgatando uma dívida do passado).

Obs.: Os 2% restantes são casos excepcionais, onde a homossexualidade pode ter sim uma origem física ou uma outra origem não cármica, já que nosso planeta é de prova e expiação. Nós estamos constantemente passando por testes e experiências dirigidas pela espiritualidade superior. Podem ocorrer erros nesses testes que são anomalias, como acontece no reino animal e vegetal também.

Vamos supor que uma pessoa já está há 10 encarnações como homem. Kardec nos esclarece no comentário que "Aquele que fosse sempre homem não saberia senão o que sabem os homens" . Então a espiritualidade aconselha o espírito a reencarnar mulher, para adquirir os predicados femininos, que o mundo masculino não proporciona. Essa primeira encarnação desse homem no corpo de uma mulher vai ser uma reencarnação de "adaptação". Provavelmente será uma mulher com tendências e gostos masculinos. Se for um espírito equilibrado e preparado na espiritualidade, é bem provável que essa pessoa não anseie constituir família e dedique suas forças e energias para o bem comum, para a caridade e para a fraternidade. É provável que na 2ª reencarnação como mulher, esse espírito já esteja bem mais harmonizado ao mundo feminino. Mas como o livre-arbítrio é uma das diretrizes de Deus e é respeitada pela espiritualidade, há espíritos que preferem passar por essa transição sem concluir todo o preparo e todos os estudos. Então espontaneamente, pela livre escolha que Deus dá a todos seus filhos, ele opta por reencarnar numa posição em que ele poderá sentir um impulso bastante forte no sentido de coabitar com uma pessoa do mesmo sexo. Isso é natural e está dentro da lei maior, mas, devido ao desconhecimento dessas leis cármicas e reencarnatórias, o preconceito e a intolerância os farão passar existências de grande sofrimento. No caso da reencarnação compulsória, geralmente o homem ou mulher que abusou das suas energias genésicas em vidas pregressas, há de habitar um corpo do sexo oposto, para adquirir as experiências dolorosas do passado, ou seja, "sentir na própria pele" o mal causado a outrem. No livro "Sob a luz do Espiritismo", do espírito Ramais, podemos obter mais pormenores:

Capítulo 9 - Homossexualidade

"(...) O espírito que, por exemplo, numa dezena de encarnações nasceu sempre mulher, a fim de desenvolver sentimentos numa sequência de vidas passivas na atividade doméstica, mas, por força evolutiva, precisa desenvolver o intelecto, a razão, atitudes de liderança e criatividade mental, enverga um organismo masculino e, consequentemente, os caracteres sexuais de homem; entretanto, ele revive do perispírito suas reminiscências de natureza feminina. Depois de várias encarnações femininas e, subitamente, renascendo para uma existência masculina, raramente, predominam, no primeiro ensaio biológico, os valores masculinos recém-despertos, porque sente, fortemente, as lembranças psíquicas ou o condicionamento orgânico feminino. Em consequência, renasce e se desenvolve, no ambiente físico terreno, uma entidade com todas as características sexuais masculinas e, contudo, apresentando um comportamento predominantemente feminino. Assim eclode a luta psicofísica na intimidade do ser, em que os antecedentes femininos conflitam com as características masculinas, ocasionando conflito dos valores afetivos, que oscilam, indeterminadamente, entre a atração feminina ou masculina. É o homossexual indefinido quanto à sua afeição, pelas exigências conservadoras e tradicionais da sua comunidade, para a qual ele é um "homem" anátomo-fisiologicamente, mas, no âmago da alma, tem sentimentos e emoções de mulher, recém-ingressa no casulo orgânico masculino. Apresentando todas as características da biologia humana do tipo masculino é, no campo de sua afeição e emotividade, uma criatura afeminada, malgrado os exames bioquímicos feitos serem característicos do sexo masculino. (...) O Espírito que viveu uma dezena de existências masculinas, situado em atividades extra lar, desenvolvendo, mais propriamente, os princípios ativos, o intelecto, a razão e a iniciativa criadora, mais comandando e menos obedecendo, mais impondo e menos acatando, desenvolve uma individualidade algo prepotente e, às vezes, tirânica. Obviamente, ele precisa modificar o seu psiquismo agressivo ou violento pelas constantes atividades de lutador, guerreiro, onde a razão não permite qualquer prurido sentimental e, reconhecendo a necessidade de desenvolver o sentimento, é aconselhado a envergar um organismo carnal feminino, em algumas reencarnações reeducadoras. Nesse caso, é muito difícil expressar, de início, as características delicadas, temas e gentis da mulher. A tensão perispiritual despótica, impulsiva e demasiadamente racional atua fortemente no novo corpo projetado para o sexo feminino e, por repercussão extracorpórea, ativa em demasia o cérebro, predispondo à ação da masculinidade sobre as características delicadas feminis. Daí, a conceituação da "mulher-macho", com a voz, gestos e decisões que lembram mais o homem. Não se pode comprovar serem essas características provenientes de alguma alteração genética; realmente, imprimem na criatura a característica psicológica do sexo, a qual se sobrepõe à fisiologia e singeleza dos órgãos reprodutores. Sexo masculino é atividade mental, sexo feminino é atividade sentimental, enquanto, a diferença orgânica entre o homem e a mulher é apenas resultante das irradiações eletromagnéticas do perispírito na vida física. Em verdade, importa fundamentalmente ao espírito imortal desenvolver a razão para melhor compreender e agir no mundo e, simultaneamente, o sentimento para sentir o ambiente e, aí, efetuar realizações criadoras. Daí, o motivo por que a angelologia faz da figura do anjo um ser duplamente alado, cuja asa direita simboliza a razão e a esquerda o sentimento, comprovando a necessidade de o espírito humano só se liberar para o trânsito definitivo ao universo divino, em sua ascese espiritual, depois da completa evolução da razão e do sentimento. É do conhecimento espiritual que, no desenvolvimento da individualidade do espírito eterno, a passagem da experiência feminina para a masculina ou vice-versa, no renascimento num corpo físico com certa marca sexual, de início predominam sempre os traços da feminilidade ou da masculinidade anterior, malgrado as diferenças da figura sexual do corpo. No incessante intercâmbio do espírito, manifestando-se ora pela organização carnal feminina, ora pela masculina, ele desperta valores novos comuns a determinada experiência humana como homem, ou como mulher. Ademais, nesse renascimento através do binômio homem-mulher, além do desenvolvimento do intelecto ou da razão, conforme o estágio masculino ou feminino, corrige e salda os débitos dos abusos pecaminosos desta ou daquela condição, feminina ou masculina. Insistimos em dizer-vos: o homem que abusa de suas faculdades sexuais no excesso da lascívia e somente para a satisfação erótica, culminando por arruinar a vivência de outras pessoas, chegando a ocasionar desuniões conjugais, provocar a discórdia, a aflição e o desespero e desonras em lares diversos, ou lançando na vida a infeliz moça com o filho no desamparo de mãe solteira, ou que descamba por desespero e fraqueza na prostituição, há decorrigir-se do seu desregramento pelo renascimento físico num corpo feminino e, sob a coação doméstica do esposo tirânico, resgatar e indenizar todos os males produzidos ao próximo. Igualmente, a mulher que não cultiva os valores sadios da função digna e amorosa de esposa, poderia sofrer nova encarnação feminina dolorosa, ou terá de se reajustar, na condição física, num corpo masculino, capaz de lhe proporcionar todas as ilusões, descasos e fuga dos deveres conjugais com uma companheira tão fútil, pérfida e irresponsável quanto também foi no passado, saturando assim o desejo, em vez de sublimá-lo"

Então é isso... Essas explicações me deixaram satisfeito! E para os fanáticos de plantão que eventualmente me atirem pedras eu lhes afirmo: "que atire a primeira pedra aquele que não tiver pecado".

Enfim, vamos usar com carinho e sabedoria nossas fabulosas reservas de energia sexual... =)

domingo, 10 de agosto de 2014

Sonho: Onde Utilizar a Chave???

Sonho em 07.08.2014 - "Praticávamos golpes e furtos em uma comunidade que vivia a beira mar. As casas eram tipos de "contêineres" mas não eram totalmente blindados. Haviam janelas, portas, entradas para ar, sacadas de flores. Existam muitos na praia. Furtivamente ao cair da noite, entrávamos nessas "casas" e roubávamos pequenos objetos que podíamos levar nas mãos. Em determinado momento me afastei desse grupo e fiquei sozinho, refletindo que era um grande erro viver dessa forma. Num outro vilarejo próximo cheguei a um enorme quiosque com telhado de sapê, que na verdade era uma lanchonete. Pedi um lanche que logo foi preparado. Depois de o consumir, fui até o rapaz que atendia e pedi a conta. Ele me entregou um valor absurdo, dizendo que as outras pessoas que ali estavam lanchando também estavam comigo e eu deveria pagar a conta de todos. Convenci o rapaz que eu estava sozinho e que aquelas pessoas não estavam comigo. Paguei somente o que eu havia consumido. Na parte de trás da lanchonete encontrei um senhor muito simpático. Parecia um descendente de índios. Usava poucas roupas e sorria o tempo todo. Ele me chamou e começou a contar uma historia que não me recordo. Ficamos agachados enquanto ele contava a metáfora. Enquanto o mesmo falava, ele arrancou um pequeno vegetal de um vaso com a mão esquerda. Com a mão direita ele aplicou um líquido transparente na base da planta com uma seginga, perto das raízes. Ele ia agindo e falando a história. Diante de meus olhos atônitos, as raízes começaram a crescer lentamente e frutos da terra se formaram como mágica! Fiquei fascinado com aquilo! Depois nos despedimos e ele me entregou uma chave desbotada. Saí pelo mundo em busca de onde usar aquela chave. Não demorou muito e encontrei uma cômoda de metal, pintada de cinza claro, em uma cidade abandonada. Haviam quatro gavetas na cômoda. Coloquei a chave no pequeno orifício em cima, a direita, e as quatro gavetas se destravaram. Abri a primeira e só encontrei muitos e diversos papéis em desarrumação. Quando abri a segunda gaveta, havia um conteúdo parecido com a primeira mas, ao abri-la até o fim, Vi que havia uma pasta azul de plástico, dessas que se fecha com um elástico, onde na parte de cima haviam escritos e desenhos de criança, que logo reconheci como de autoria da Melissa. Então eu ouvi chamarem meu nome duas vezes, nas minhas costas. Quando me virei, vi a Melissa sorrindo. Ela me disse em pensamento "não pensei que você fosse achar tão rápido!". Ela usava um gorro colorido desses que tem um cachecol junto. Roupas de lã multicolores. Luvas e sapatinhos de cor clara... Seus olhos expressavam uma pureza e uma amizade difíceis de explicar em palavras... então acordei sob os toques da programação do despertador do meu telefone".

=)

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Para Além do Superficial

 Cada dia que passamos juntos
é como a peça de um mosaico,
pequena peça colorida
de singela colcha de retalhos,
e assim, a cada dia,
juntos tecemos delicada trama
de sorrisos ternos
e abraços generosos,
de amores repartidos
e saudades que aquecem...

Segura minha mão amor!
O universo é nossa estrada
e o tempo de nossos sonhos chegou!

Meu coração,
como um campo silencioso
espera tua chegada,
tu que és Sol, Claridade e Calor
e tens o poder mágico
de despertar as flores...

Para além do superficial,
do lugar-comum
me transportas
tão de repente, tão docemente;
como resistir?


 
Doces mensagens de Vanessa de Oliveira
para meu telefone todas as manhãs...
lindas, emocionantes e ternas mensagens diárias...

 ...como resistir?

            =)
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